08/Sep/2026
O chefe do Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, reafirmou a determinação do governo iraniano em ampliar as relações com a China, com destaque para o fortalecimento da cooperação jurídica e judicial como um dos pilares de uma relação estratégica mais ampla entre os dois países. Ele defendeu a intensificação das trocas de conhecimentos e experiências nas áreas jurídica e judicial, além da implementação integral dos memorandos de entendimento bilaterais. A cooperação tecnológica, incluindo o uso de inteligência artificial, também foi apontada como uma frente de aprofundamento das relações entre Irã e China. A expectativa é de que Teerã sedie em breve uma cúpula judicial da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), ampliando a participação iraniana nos mecanismos de cooperação institucional do grupo. As declarações ocorreram durante reunião com sua contraparte chinesa, Zhang Jun, à margem de um encontro do Brics.
O chefe do Judiciário da China também sinalizou interesse em ampliar a cooperação e preservar uma relação bilateral saudável com o Irã, além de destacar a resiliência iraniana durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país está pronto para a ideia da China de uma "nova arquitetura de segurança regional." "A ênfase da China em promover a segurança comum reflete um princípio que o Irã há muito defende", escreveu Ghalibaf em rede social e chamou os países da região a tomarem o futuro em "suas próprias mãos", insistindo que "a verdadeira estabilidade só pode vir através de uma nova arquitetura de segurança que seja autóctone." O Irã argumentou que tem o direito de se defender contra agressões, após comentários feitos pelo Ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, que criticou o Irã por atacar a Jordânia e outros países vizinhos na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.