03/Sep/2026
O governo Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a reunião de ministros de Comércio do G20, que será realizada nos Estados Unidos, para dar andamento, em nível político, à negociação tarifária e discutir a possibilidade de um acordo comercial com a administração de Donald Trump. O encontro bilateral entre autoridades de alto escalão está previsto para ocorrer em Milwaukee, Wisconsin, entre 30 de setembro e 1º de outubro, durante a reunião ministerial do G20. O Brasil enviará representantes para o encontro, que deverá incluir uma agenda paralela de negociações com autoridades norte-americanas. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já acertaram a previsão de viagem e a realização de uma agenda paralela com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em conversa realizada no dia 31 de agosto.
O contato foi considerado uma retomada do diálogo entre os dois governos, com manifestação de interesse mútuo na construção de um acordo, após a aplicação de tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, por recomendação do representante comercial norte-americano. Embora a reunião esteja no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Vieira também deverá participar da missão, conforme integrantes do Itamaraty. Antes do encontro ministerial, estão previstas reuniões em nível técnico para discutir as bases de um possível acordo e preparar a retomada das negociações no nível dos ministros de Estado.
Em reuniões do G20 desse tipo, é usual que o país anfitrião mantenha conversas reservadas com representantes das demais nações. O encontro ministerial será presidido por Jamieson Greer, um dos principais auxiliares de Trump e integrante da equipe que acompanhou o presidente norte-americano durante o telefonema com Lula. Ao anunciar a reunião ministerial, Greer relacionou a agenda à política tarifária da administração Trump e a temas ligados ao Brasil e ao comércio global. Entre os assuntos mencionados estão o combate ao trabalho forçado, a atualização do princípio da Nação Mais Favorecida, a oposição ao uso do comércio de alimentos como instrumento de pressão e o enfrentamento do excesso estrutural de capacidade e produção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.