03/Sep/2026
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou o quinto melhor desempenho no segundo trimestre de 2026 entre 50 países com dados já divulgados, apesar da desaceleração da atividade econômica. Levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating mostra que o PIB do Brasil cresceu 0,5% no período ante o primeiro trimestre, conforme as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil ficou atrás apenas de Irlanda, com crescimento de 1,0%; Indonésia, com 0,9%; Angola, com 0,7%; e Malásia, com 0,6%.
O desempenho brasileiro superou o registrado por economias como Estados Unidos, com alta de 0,4%; México, com 0,3%; Alemanha, com 0,1%; Reino Unido, com 0,1%; e Itália, com estabilidade. Em termos de tamanho do PIB em dólares, o Brasil deve encerrar 2026 na 10ª posição entre as maiores economias do mundo, avançando uma colocação em relação à 11ª posição ocupada em 2025. As projeções são do Fundo Monetário Internacional (FMI), compiladas pela Austin Rating. Para 2027, o País deve avançar novamente e alcançar a 9ª posição no ranking mundial.
O desempenho brasileiro no segundo trimestre reflete a combinação de um mercado de trabalho ainda resiliente e de uma atividade econômica que permanece aquecida, apesar do nível elevado das taxas de juros. A sustentação da atividade, contudo, tende a perder força gradualmente na segunda metade do ano. A expectativa é de desaceleração do crescimento no segundo semestre, em razão dos efeitos da política monetária restritiva sobre o consumo das famílias e os investimentos. O ambiente de juros elevados tende a reduzir progressivamente a demanda doméstica e limitar o ritmo de expansão da economia brasileira nos próximos trimestres. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.