03/Sep/2026
As forças armadas dos Estados Unidos atingiram, no dia 1º de setembro, alvos no Irã, que respondeu com mísseis e drones, retomando as hostilidades em uma guerra intermitente que já dura mais de seis meses. Um ataque norte-americano atingiu uma casa onde acontecia um casamento, matando quatro pessoas e ferindo dezenas, segundo autoridades locais. Os confrontos se intensificaram esta semana, à medida que Estados Unidos e Irã disputam o controle do estratégico Estreito de Ormuz. No dia 30 de agosto, o Irã disparou mísseis contra bases norte-americanas na região, depois que os Estados Unidos atacaram lançadores iranianos na Ilha de Larak que, segundo eles, estavam se preparando para disparar foguetes carregados com minas marítimas no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos alegaram ter retomado os bombardeios em retaliação aos ataques do Irã do dia 30 de agosto, quando dois petroleiros também foram atingidos por “projéteis de origem desconhecida” quando deixavam o Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima grega Marisks. Os Estados Unidos atribuíram ao Irã os ataques aos navios mercantes. Os últimos embates romperam uma calmaria de um mês desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, recuou devido a preocupações com a diminuição dos estoques de munição dos Estados Unidos e anunciou uma campanha para estrangular a economia do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que tinham como alvo a Guarda Revolucionária Islâmica.
Funcionários iranianos, que falaram sob condição de anonimato, disseram que eles atingiram vários locais ao longo do litoral, incluindo uma base militar em Bandar Abbas, o perímetro do aeroporto comercial na ilha de Qeshm e alvos em Sirik e Jask. Os funcionários disseram que os ataques causaram danos significativos. Em publicação nas redes sociais, Trump disse que os ataques dos Estados Unidos foram “grandes e poderosos, e em retaliação à tentativa fracassada dos iranianos de colocar minas marítimas no Estreito”. “Se a nação fracassada do Irã retaliar por este ataque totalmente justificado, será atingida novamente com muito mais força e intensidade.” A resposta iraniana veio logo em seguida. Primeiro, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado, que retaliaria com força e “imporia pesados custos” aos Estados Unidos.
Depois, explosões foram registradas nas cidades de Aqaba e Mafraq, na Jordânia. Em um segundo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou ter matado “um grande número de forças norte-americanas”, além de destruir “diversas instalações e helicópteros inimigos” em um ataque balístico contra o quartel dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Camp Titin, uma base perto de Aqaba. Dois funcionários norte-americanos contestaram essas alegações e disseram que não houve vítimas. O exército jordaniano afirmou ter interceptado 10 dos 13 mísseis balísticos que entraram no seu espaço aéreo, enquanto os 3 restantes caíram em áreas remotas.
Nesta quarta-feira (02/09), o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos continuarão pressionando o Irã até que ele abandone quaisquer ambições de armas nucleares e encerre o apoio ao terrorismo no Oriente Médio e além. "A questão central e fundamental é que, no final, o Irã nunca será autorizado a ter uma arma nuclear", disse ele. "Eles querem dinheiro para duas coisas, patrocinar o terrorismo e obter uma arma nuclear", disse ele. Rubio disse que "eles continuam atirando em coisas" no estreito, e assim os Estados Unidos "continuarão a mirar naquelas coisas que representam uma ameaça para nossas forças e para a navegação internacional". Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.