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01/Sep/2026

Dólar em baixa influenciado por eleições e exterior

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (31/08) em queda de 0,32%, a R$ 5,18, após oscilar entre a mínima de R$ 5,16 e a máxima de R$ 5,18. O movimento acompanhou a desvalorização da moeda norte-americana no exterior e refletiu a devolução parcial da forte alta registrada na sexta-feira (28/08), em um ambiente de novas pesquisas eleitorais apontando para uma disputa acirrada pelo Palácio do Planalto. Em agosto, o dólar acumulou valorização de 2,16%, após recuo de 1,79% em julho. A sessão foi marcada pela disputa pela formação da última taxa Ptax de agosto, mas a volatilidade permaneceu limitada, em razão da avaliação de que parte relevante dos ajustes técnicos típicos do encerramento do mês já havia sido realizada nos pregões anteriores.

O movimento de queda foi interpretado como uma acomodação após o dólar ter alcançado R$ 5,23 na sexta-feira (28/08) e encerrado abaixo de R$ 5,20. No cenário eleitoral, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47,1% das intenções de voto em eventual segundo turno, ante 42,6% de Flávio Bolsonaro, reduzindo a diferença entre os dois para 4,5%, 1,8% abaixo da distância registrada no levantamento anterior. A pesquisa BTG/Nexus, por sua vez, apontou empate técnico entre os dois candidatos em uma simulação de segundo turno. Augusto Cury, do Avante, apresentou crescimento e assumiu a terceira posição nos dois levantamentos, reduzindo, em tese, as chances de uma vitória de Lula ainda no primeiro turno. O ambiente eleitoral contribuiu para limitar a pressão sobre o câmbio.

A leitura também foi influenciada pelo cenário externo, com o recrudescimento dos conflitos no Oriente Médio favorecendo, em determinadas circunstâncias, países exportadores de petróleo, como o Brasil. Os preços do petróleo avançaram quase 3%, com o Brent para novembro superando US$ 90,00 por barril, após novos ataques no Golfo Pérsico. Os Estados Unidos bombardearam áreas da ilha iraniana de Larak, em ação classificada pelo Irã como violação de sua soberania. Em resposta, o Irã atacou bases militares norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,29%, aos 99,412 pontos, após mínima de 99,370 pontos.

As taxas dos Treasuries de prazos mais longos avançaram cerca de cinco pontos-base, enquanto o retorno da T-note de dois anos permaneceu praticamente estável, após a forte alta registrada na sexta-feira (28/08). O movimento anterior havia sido impulsionado pelo tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Warsh, que elevou as apostas em uma possível alta dos juros norte-americanos em setembro. Os investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll de agosto, prevista para o dia 4 de setembro, para recalibrar as expectativas sobre a condução da política monetária do Federal Reserve. A avaliação de Warsh permanece concentrada na necessidade de controlar a inflação e no entendimento de que a resiliência do mercado de trabalho oferece espaço para que o Fed mantenha o foco na convergência da inflação para a meta de 2%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.