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31/Aug/2026

Índice de Preços ao Produtor cai pelo 3º mês seguido

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que acompanha a evolução dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos e fretes, das indústrias extrativas e de transformação, registrou queda de 0,83% em julho. Foi o terceiro mês consecutivo de deflação. A taxa de junho foi revisada de queda de 0,77% para recuo de 0,81%. Com o resultado de julho, o IPP das indústrias extrativas e de transformação acumulou alta de 3,09% no ano e de 1,94% em 12 meses. Considerando apenas a indústria extrativa, os preços recuaram 4,38% em julho, terceiro mês consecutivo de queda, após retração de 11,85% em junho. Na indústria de transformação, o IPP caiu 0,67% em julho, ante recuo de 0,26% em junho. Entre as 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, 11 registraram queda de preços na passagem de junho para julho. O principal destaque negativo foi o refino de petróleo e biocombustíveis, com retração de 5,65%, também o terceiro recuo consecutivo. A atividade contribuiu com -0,56% para o resultado mensal do IPP.

Outras atividades que exerceram influência negativa relevante foram outros produtos químicos, com contribuição de -0,39%; equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com -0,27%; e indústrias extrativas, com -0,19%. No sentido contrário, a principal influência positiva sobre o resultado mensal veio de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, atividade que registrou alta de 11,37% nos preços em julho. No acumulado do ano, as maiores altas entre as atividades industriais foram registradas em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com avanço de 17,56%; borracha e plástico, com 14,35%; outros produtos químicos, com 11,51%; e impressão, com 6,68%. A queda de 0,83% no IPP na passagem de junho para julho foi a maior desde junho de 2025, quando o indicador havia recuado 1,27%. O resultado de julho representou o terceiro mês consecutivo de retração. Apesar da sequência de resultados negativos, os indicadores de longo prazo permanecem em campo positivo.

Na análise por grandes categorias econômicas, a queda do IPP foi influenciada principalmente pelos bens intermediários, cujos preços recuaram 1,83% em julho. O resultado mensal foi novamente impactado pelos preços relacionados à cadeia de petróleo. Em sentido contrário, os bens de capital registraram alta de 2,75%, a maior variação dessa categoria nos últimos cinco anos. O avanço contribuiu para limitar uma queda ainda maior do resultado geral das indústrias e foi liderado pelo aumento dos preços dos computadores. A atividade de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos registrou alta de 11,37% em julho ante junho, a maior variação da série histórica da atividade. O movimento esteve relacionado aos reajustes de componentes e à escassez global de chips. A cadeia de derivados de petróleo foi a principal responsável pela queda no IPP na passagem de junho para julho. A redução das tensões geopolíticas e a retomada das operações no Estreito de Ormuz contribuíram para o recuo das cotações do petróleo após os picos registrados entre março e abril.

A dinâmica dos preços da cadeia de petróleo voltou a exercer influência relevante sobre o resultado mensal do IPP, acompanhando o comportamento observado no mercado internacional. O movimento também ocorreu de forma disseminada entre os produtos relacionados ao segmento. A indústria extrativa registrou queda de 4,38% nos preços em julho ante junho, acumulando o terceiro mês consecutivo de retração. O segmento de refino de petróleo e biocombustíveis também apresentou o terceiro resultado negativo consecutivo e foi a atividade que mais influenciou a queda do IPP no mês. Apesar da predominância da cadeia de petróleo sobre o resultado, os produtos com maior peso no segmento, como óleo diesel e gasolina, não concentraram os maiores impactos. As variações mais expressivas ocorreram nos preços de óleos combustíveis, querosene de aviação e naftas. A indústria química também apresentou retração relevante, de 4,49% em julho. Foi a maior queda mensal dos preços da atividade desde junho de 2023, quando o recuo havia alcançado 5,01%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.