31/Aug/2026
O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de promoverem uma nova onda de "terrorismo econômico" contra o país e afirmou que as sanções anunciadas violam a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e direitos humanos fundamentais. A chancelaria iraniana classificou a chamada "Operação de Expulsão Econômica" dos Estados Unidos como uma forma de "terrorismo de Estado" e acusou o governo norte-americano de usar o dólar como instrumento para pressionar outros países a aderirem às medidas contra o Irã. Segundo o ministério, as sanções representam uma violação da soberania nacional e do direito à autodeterminação e contrariam decisões e princípios internacionais sobre não intervenção. O Irã afirmou ainda que a política norte-americana busca "impor sofrimento e dor ao povo do Irã" e pode ser considerada um "crime contra a humanidade".
A chancelaria também citou decisão de 2018 da Corte Internacional de Justiça que determinou a retirada de obstáculos a transações envolvendo bens humanitários, como alimentos, medicamentos e equipamentos médicos. O governo iraniano pediu que outros países se abstenham de aplicar as sanções norte-americanas e afirmou que a participação nessas medidas equivaleria a cumplicidade com ações ilegais dos Estados Unidos. O ministério prometeu utilizar "todas as suas capacidades" para enfrentar o que chamou de agressão militar e econômica e de "guerra híbrida americano-sionista". O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que uma retomada das negociações com os Estados Unidos não é impossível, mas exige que o governo norte-americano "construa confiança" e abandone a pressão sobre o Irã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.