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28/Aug/2026

Brasil busca Índia para diversificar as exportações

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) considera pouco provável a conclusão das negociações para um acordo comercial entre Mercosul e Índia ainda em 2026. Apesar da perspectiva de atraso, o comércio entre Brasil e Índia apresenta crescimento elevado e que a relação bilateral segue em processo de aproximação. As negociações precisam considerar as peculiaridades de cada mercado, especialmente a importância atribuída pela Índia à segurança alimentar. A avaliação foi apresentada durante a assinatura de Memorando de Entendimento (MoU) entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação das Indústrias Indianas (CII), nesta quinta-feira (27/08).

A ApexBrasil classificou o acordo como uma estrutura de cooperação destinada a ampliar a aproximação comercial e os investimentos entre Brasil e Índia. Nos últimos anos, a relação comercial entre os dois países cresceu 82%. Até julho de 2026, o Brasil havia exportado US$ 5,9 bilhões para a Índia, representando forte expansão ante o ano anterior. A aproximação também ganhou impulso com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia em fevereiro de 2026, que teve entre seus objetivos ampliar a relação bilateral e comercial entre os dois países. O governo brasileiro vem buscando ampliar a diversificação dos mercados de destino das exportações, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo Elias Rosa, a redução de 12,2% das exportações dos Estados Unidos para o Brasil foi assimilada, com o País direcionando esforços para ampliar as relações comerciais com China, Índia, Vietnã e Japão, entre outros mercados.

Brasil e Estados Unidos também realizam encontro virtual na próxima segunda-feira, 31 de agosto, para retomar as negociações sobre as tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano. A taxação de 25% foi apresentada pelos Estados Unidos como uma punição por alegadas práticas comerciais desleais após uma investigação que envolveu temas como Pix, etanol e desmatamento na Amazônia. O governo brasileiro mantém a estratégia de ampliar relações comerciais com diferentes parceiros e reduzir a dependência de decisões unilaterais de governos estrangeiros, sem abrir mão da manutenção da relação com os Estados Unidos, considerado um parceiro comercial relevante. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.