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27/Aug/2026

Dólar avança após dados da economia dos EUA

O dólar fechou esta quarta-feira (26/08) em alta de 0,23% no Brasil, a R$ 5,15, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após a divulgação de novos dados econômicos dos Estados Unidos. No acumulado de 2026, o dólar passou a registrar queda de 6,12%. A valorização da moeda norte-americana ganhou força após o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgar os dados de inflação e atividade econômica. O índice de inflação PCE, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed) para a condução da política monetária, subiu 0,2% em julho, após queda de 0,1% em junho.

Em 12 meses até julho, o PCE acumulou alta de 3,7%, repetindo a taxa registrada em junho, mas acima da previsão de 3,6%. O núcleo do PCE, que exclui componentes mais voláteis, avançou 0,2% em julho, em linha com as expectativas. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre, também conforme o esperado pelo mercado. A combinação entre inflação ainda pressionada e crescimento econômico sustentou a alta dos rendimentos dos Treasuries e fortaleceu o dólar ante diversas moedas. O movimento refletiu a avaliação de que o Federal Reserve poderá ser levado a manter uma política monetária mais restritiva ou até considerar uma elevação dos juros no curto prazo para conter a inflação.

No mercado brasileiro, o dólar iniciou o pregão próximo da estabilidade antes da divulgação dos indicadores norte-americanos. A cotação mínima foi de R$ 5,13, queda de 0,04%. Após a divulgação dos dados dos Estados Unidos, a moeda ganhou força e atingiu a máxima intradia de R$ 5,16, alta de 0,50%. O movimento do dólar ante o Real ocorreu em linha com a valorização da moeda norte-americana frente a outras divisas de mercados emergentes, como o peso colombiano e o peso chileno, além de moedas fortes como o euro e a libra. O índice do dólar (DXY), que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos ante uma cesta de seis divisas, subia 0,24%, a 99,148 pontos.

No ambiente doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho. A deflação superou a expectativa de queda de 0,30% apurada em pesquisa da Reuters. Apesar do resultado mais favorável no índice cheio, a composição apresentou aceleração em algumas métricas de serviços e na média dos núcleos de inflação, reduzindo parte da percepção de melhora trazida pela leitura agregada. A dinâmica cambial também foi influenciada pela atuação do Banco Central. A autoridade monetária vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.

Posteriormente, o Banco Central informou que o fluxo cambial total do Brasil ficou negativo em US$ 2,552 bilhões em agosto até o dia 21, acrescentando pressão ao balanço de oferta e demanda por moeda estrangeira no mercado doméstico. O comportamento do câmbio, portanto, refletiu a combinação de fatores externos e domésticos. No exterior, dados de inflação e atividade dos Estados Unidos reforçaram a percepção de maior cautela em relação à política monetária do Fed e sustentaram os rendimentos dos Treasuries e o dólar. No Brasil, a deflação do IPCA-15 atuou como fator favorável, mas a composição do indicador, o fluxo cambial negativo e a atuação do Banco Central limitaram o impacto sobre a moeda. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.