27/Aug/2026
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o índice acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% em 12 meses, ante variação de 4,52% até julho. O IPCA-15 acumulado em 12 meses voltou a ficar abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central após três meses consecutivos acima do limite. A meta para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, entre 1,5% e 4,5%. O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, havia superado o teto da meta em maio, com 4,64%; junho, com 4,80%; e julho, com 4,52%. O último resultado dentro do limite máximo estabelecido pelo Banco Central havia sido registrado em abril, com 4,37%.
A taxa acumulada em 12 meses até agosto de 2026 é a menor desde março, quando o IPCA-15 acumulado em 12 meses havia registrado 3,90%. Na comparação mensal, a queda de 0,40% em agosto foi a menor variação para o mês desde agosto de 2022, quando o índice recuou 0,73%. Entre os principais grupos, Habitação apresentou queda de 1,41%, com contribuição negativa de 0,22 ponto porcentual para o índice geral. Transportes recuaram 1,00%, contribuindo com -0,20%, enquanto Alimentação e bebidas caiu 0,57%, com impacto negativo de 0,12%. A alimentação no domicílio caiu 0,97%, ante retração de 1,14% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,42%, desacelerando ante a alta de 0,55% registrada em julho.
O grupo Transportes recuou 1,00% em agosto, após alta de 0,11% em julho. Os preços dos combustíveis caíram 1,43%, após retração de 0,90% no mês anterior. A gasolina apresentou queda de 1,23%, ante recuo de 0,68% em julho, enquanto o etanol caiu 3,63%, após redução de 2,50% na leitura anterior. A queda do IPCA-15 em agosto foi influenciada principalmente pela redução das contas de energia elétrica, associada ao bônus de Itaipu. As tarifas de energia elétrica residencial caíram, em média, 6,25% no mês devido à incorporação do abono nas faturas. Apesar da redução das tarifas, permanece em vigor em agosto a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 à conta de energia elétrica a cada 100 Kwh consumidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.