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26/Aug/2026

Estratégia para ampliar protagonismo agrícola do Brasil

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues defendeu a construção de uma estratégia integrada para o agronegócio brasileiro, com participação do setor produtivo, empresas, governo, instituições financeiras e sociedade. A avaliação é de que o cenário internacional, marcado por mudanças geopolíticas e seus impactos sobre a economia, exige maior coordenação entre os diferentes agentes para que o Brasil amplie sua contribuição ao abastecimento mundial de alimentos. Iniciativas isoladas são insuficientes para responder aos desafios atuais e aproveitar o potencial brasileiro na produção agropecuária e na segurança alimentar global. O ex-ministro relacionou esse potencial ao crescimento da população mundial.

Há cerca de quatro décadas, o planeta tinha aproximadamente 4,2 bilhões de habitantes, enquanto atualmente são cerca de 8 bilhões. Esse avanço amplia a demanda global por alimentos e reforça a importância estratégica dos países com capacidade de expandir a produção agropecuária. O cenário atual, entretanto, apresenta características diferentes das condições que orientaram decisões tomadas em décadas anteriores. A avaliação é de que a mudança do ambiente geopolítico e seus potenciais efeitos econômicos exigem revisão das estratégias adotadas pelo Brasil e maior capacidade de planejamento e coordenação. Rodrigues também defendeu políticas com horizonte de longo prazo, com definição de objetivos estratégicos e mobilização dos recursos necessários para sua execução. A estratégia para o agronegócio deve, nesse sentido, substituir ações fragmentadas por projetos estruturados para atender às necessidades futuras do País e ampliar sua participação no abastecimento internacional.

O Brasil apresenta capacidade produtiva para contribuir para a estabilidade do mercado mundial de alimentos e, consequentemente, para a segurança alimentar internacional. Para transformar esse potencial em maior protagonismo, porém, será necessária articulação entre produtores, empresas, governo, instituições financeiras e demais organizações relacionadas ao agronegócio. A integração entre esses agentes é considerada fundamental para coordenar investimentos, políticas públicas, infraestrutura, financiamento, tecnologia e produção, de forma a ampliar a capacidade brasileira de responder às mudanças na demanda global por alimentos e aos riscos associados ao cenário geopolítico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.