26/Aug/2026
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), o comércio entre o Brasil e os países da Liga Árabe manteve trajetória de expansão entre janeiro e julho de 2026, sustentado pelo agronegócio brasileiro e pela reorganização logística do fornecimento de fertilizantes árabes, apesar dos conflitos na região do Golfo e das restrições ao trânsito de embarcações pelo Estreito de Ormuz. As exportações brasileiras para os países do bloco cresceram 3,71% no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, ante igual período de 2025, alcançando US$ 11,26 bilhões.
No sentido inverso, as exportações dos países árabes para o Brasil avançaram 12,22% no mesmo período, para US$ 6,13 bilhões, impulsionadas principalmente por fertilizantes e combustíveis. O resultado evidencia a relevância crescente do fluxo bilateral de insumos estratégicos para a economia e para o agronegócio brasileiro. Os produtos alimentícios permanecem como principal componente da pauta exportadora brasileira para a região, representando 75% do total embarcado pelo Brasil para os países árabes. A forte participação do setor reforça o papel do agronegócio na relação comercial bilateral e a importância do mercado árabe para as exportações brasileiras de alimentos.
A capacidade de adaptação do agronegócio e das cadeias globais de insumos contribuiu para limitar os impactos dos gargalos geopolíticos registrados no início de 2026. A reorganização das rotas de fornecimento permitiu preservar os fluxos comerciais mesmo diante das restrições provocadas pelos conflitos e das dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz. Apesar do avanço, permanece espaço para ampliar e diversificar a pauta comercial brasileira com os países árabes. A estratégia envolve aumentar a participação de alimentos industrializados e produtos de maior valor agregado, reduzindo a concentração nas exportações de commodities agrícolas in natura e ampliando o potencial de geração de valor na relação comercial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.