26/Aug/2026
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), caiu 3,6 pontos em agosto ante julho, para 84,7 pontos, na série com ajuste sazonal. Esse foi o menor nível desde novembro de 2022, quando o indicador estava em 83,5 pontos. O resultado representa a quarta queda mensal consecutiva. O recuo indica deterioração da percepção das famílias sobre as condições econômicas, tanto em relação às expectativas para os próximos meses quanto à avaliação da situação presente. O movimento ocorreu de forma homogênea entre as diferentes faixas de renda e reflete condições financeiras mais restritivas, com elevado nível de endividamento e inadimplência dos consumidores, além de juros elevados.
A evolução recente do indicador sinaliza possibilidade de desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre de 2026, apesar da manutenção de condições favoráveis no mercado de trabalho. Na média móvel trimestral, o ICC recuou 1,4 ponto, para 87,2 pontos. Em agosto, os dois principais componentes do indicador apresentaram queda. O Índice de Expectativas (IE) diminuiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos, menor nível desde julho de 2022, quando havia alcançado 85,6 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,6 ponto, para 83,8 pontos. Entre os componentes de expectativas, o maior recuo ocorreu no indicador de compras previstas de bens duráveis, que caiu 10,0 pontos, para 74,7 pontos, menor patamar desde julho de 2022, quando estava em 68,1 pontos.
A percepção sobre a situação financeira futura da família também piorou, com queda de 4,6 pontos, para 82,9 pontos. O indicador de situação econômica local futura recuou 0,6 ponto, para 103,3 pontos. Na avaliação da situação presente, o indicador de situação financeira atual da família caiu 1,2 ponto, para 74,3 pontos. A percepção sobre a situação econômica local atual permaneceu praticamente estável, com recuo de 0,1 ponto, para 93,6 pontos. A Sondagem do Consumidor foi realizada com entrevistas entre 1º e 20 de agosto de 2026. A combinação entre menor confiança, deterioração das expectativas, redução da intenção de compra de bens duráveis e condições financeiras restritivas reforça o sinal de perda de dinamismo do consumo das famílias no segundo semestre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.