25/Aug/2026
O Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano aprovou o plano de aplicação dos R$ 13,5 bilhões disponibilizados na nova rodada de linhas de financiamento. A resolução com a distribuição dos recursos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O valor integra o pacote de R$ 18,5 bilhões previsto no programa, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total de R$ 13,5 bilhões, R$ 5 bilhões serão destinados a exportadores e seus fornecedores afetados pela aplicação de novos percentuais de tarifas comerciais setoriais pelos Estados Unidos. Outros R$ 3,5 bilhões serão direcionados a exportadores e seus fornecedores que atuam com países do Golfo Pérsico.
Os R$ 5 bilhões restantes serão distribuídos em três linhas destinadas a atividades relacionadas ao comércio exterior e a setores estratégicos da indústria brasileira. Desse montante, R$ 1 bilhão será destinado a setores industriais relevantes ao comércio exterior brasileiro. Os fabricantes de adubos e fertilizantes poderão acessar R$ 2 bilhões. Outros R$ 2 bilhões serão direcionados a atividades industriais e tecnológicas relacionadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos. A definição da aplicação dos recursos ocorre no âmbito do Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, coordenado pela Casa Civil e integrado por representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Fazenda e do Planejamento e Orçamento. O BNDES presta apoio técnico ao colegiado e participa da elaboração das propostas de distribuição dos recursos.
O Plano Brasil Soberano foi estruturado para oferecer linhas de financiamento às empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e contempla operações destinadas a capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação, adaptação de produtos e abertura de novos mercados. As taxas de juros anunciadas para as linhas variam de 6,5% a 9,8% ao ano. A distribuição aprovada concentra recursos em exportadores afetados pelas medidas tarifárias dos Estados Unidos, em empresas vinculadas ao comércio com países do Golfo Pérsico e em segmentos industriais considerados estratégicos, incluindo fertilizantes e minerais críticos e estratégicos. A estrutura amplia o direcionamento do programa para setores com relevância para o comércio exterior e para a segurança de insumos e cadeias industriais brasileiras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.