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21/Aug/2026

América Latina: clima econômico sobe no 2º trimestre

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina subiu 10,7 pontos do primeiro para o segundo trimestre de 2026, para 83,7 pontos, segundo sondagem do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Na média dos últimos 12 meses, o indicador ficou em 83,0 pontos, 1,4 ponto acima do registrado no primeiro trimestre. Entre as principais economias da região, a maior alta ocorreu na Argentina, onde o ICE avançou 54,8 pontos, para 123,1 pontos. Na Colômbia, o indicador subiu 27,0 pontos, para 93,7 pontos. O México foi o único entre as principais economias a registrar queda, de 3,2 pontos, para 56,9 pontos. Ao final do primeiro trimestre, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã provocou um choque negativo de oferta no mercado global de petróleo e aumentou a incerteza econômica e geopolítica.

Apesar desse cenário, a América Latina foi considerada pelos investidores relativamente protegida dos impactos, em razão do isolamento geográfico e do perfil produtivo da região, com destaque para a condição de exportadora líquida de energia. Em quesito especial da sondagem realizada no primeiro trimestre, 68,2% dos respondentes projetavam impacto nulo ou moderadamente negativo do conflito sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de seus respectivos países. A percepção esteve alinhada à estabilidade da projeção de crescimento econômico da América Latina para 2026, mantida em 1,9% entre o primeiro e o segundo trimestre. Contudo, um cenário externo adverso pode afetar cadeias produtivas e custos, tema que também foi abordado em quesito especial da pesquisa.

No Brasil, o ICE avançou 4,7 pontos no segundo trimestre, para 76,9 pontos. No componente de expectativas (IE), a melhora foi mais disseminada entre os países da região, com apenas Brasil e Bolívia apresentando deterioração em relação ao trimestre anterior. Os dois países também foram os únicos a manter expectativas negativas para o futuro. Como a Bolívia possui peso reduzido na economia regional, a FGV avalia que o desempenho do Brasil foi o principal fator para a manutenção do componente de expectativas em território negativo na América Latina. Às vésperas da eleição presidencial brasileira, o ambiente político é apontado pela instituição como um fator que pode estar influenciando a percepção sobre as perspectivas econômicas do País, em um cenário que tende a permanecer sensível no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.