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21/Aug/2026

China pede fim de tarifas dos EUA sobre drones

O Ministério do Comércio da China pediu aos Estados Unidos a retirada imediata das tarifas aplicadas com base na Seção 232 sobre drones e componentes. A China considera que as medidas prejudicam empresas chinesas, discriminam produtos do país e desorganizam as cadeias globais de produção e fornecimento do setor. A utilização da justificativa de segurança nacional para a aplicação das tarifas representa uma ampliação do conceito de segurança nacional e caracteriza uma política de unilateralismo e protecionismo. A China também contesta a diferenciação das tarifas entre parceiros comerciais e considera que o tratamento dado aos produtos chineses prejudica as condições de concorrência no mercado internacional.

As medidas norte-americanas foram anunciadas pelo governo de Donald Trump com base em preocupações relacionadas à segurança nacional e à elevada dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros de drones e componentes. Os drones chineses exportados para os Estados Unidos são utilizados principalmente em aplicações civis, incluindo atividades agrícolas, inspeção de equipamentos e produção audiovisual. A avaliação é que a aplicação das tarifas sobre esses produtos afeta diretamente empresas chinesas e compromete a cooperação nas cadeias industriais e de suprimentos globais do segmento.

Os Estados Unidos anunciaram tarifas de até 100% para determinados drones considerados sensíveis do ponto de vista de segurança nacional e de 25% para modelos menores. Também foram estabelecidas tarifas diferenciadas para drones e componentes provenientes de parceiros comerciais, com alíquotas de 15% para União Europeia, Japão, Liechtenstein, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan e de 10% para produtos do Reino Unido. As medidas entram em vigor em etapas. A disputa amplia as tensões comerciais e tecnológicas entre Estados Unidos e China e acrescenta um novo foco de pressão sobre cadeias internacionais de fornecimento de equipamentos utilizados em atividades agrícolas, industriais e de serviços. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.