21/Aug/2026
Segundo o Commerzbank, o Real deve permanecer sob pressão até as eleições presidenciais de 4 de outubro, mas tende a voltar a se apreciar nos últimos meses do ano, apoiado pela manutenção de preços elevados de energia e pela política monetária conservadora do Banco Central do Brasil. A instituição projeta o dólar a R$ 5,30 em setembro, com os riscos associados ao processo eleitoral predominando sobre as tendências de inflação e juros na formação da taxa de câmbio até o encerramento do pleito. Após o processo eleitoral, a expectativa é de fortalecimento da moeda brasileira, considerando a manutenção da taxa de juro real próxima de 10%, em nível considerado altamente restritivo. A condução do Banco Central do Brasil conseguiu consolidar no mercado a expectativa de apenas mais um corte da taxa Selic em 2026, para 13,75%, conforme a mediana da pesquisa Focus.
Nesse cenário, a projeção é de dólar a R$ 5,20 após a redução dos riscos políticos e de R$ 4,80 no fim de 2027. Apesar da perda de valor observada recentemente, o real ainda registra desempenho acumulado favorável entre as moedas mais líquidas. Durante grande parte de 2026, a moeda brasileira apresentou o melhor desempenho desse grupo e, mesmo após as perdas recentes, ocupa a quarta posição, atrás do dólar australiano, da coroa norueguesa e do peso mexicano. A avaliação considera incertezas sobre a capacidade de o resultado das eleições produzir mudanças significativas na política econômica e fiscal brasileira. Medidas de maior rigor tendem a enfrentar resistência no Congresso Nacional, caracterizado pela fragmentação entre diversos partidos. Nesse contexto, a percepção é de que diferentes governos precisariam construir acordos com o centro político, o que reduziria a possibilidade de implementação de reformas radicais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.