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21/Aug/2026

Irã cogita alvos na Europa se EUA escalar a guerra

O Irã cogita atacar alvos norte-americanos na Europa se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalar a guerra contra o país, informou nesta quarta-feira (19/08), o jornal Financial Times. As forças armadas iranianas cogitam atacar locais em países do sudeste europeu. Possíveis alvos estariam em nações como a Bulgária, país que no mês passado aprovou o uso de sua base aérea de Bezmer para aeronaves de reabastecimento dos Estados Unidos, e no Chipre. Outro possível alvo do Irã seriam os cabos de fibra ótica que passam no fundo das águas do Estreito de Ormuz. Segundo o Financial Times, isso revela que o Irã vê a retomada da guerra como uma questão de "quando", não de "se". Na terça-feira (18/08), Donald Trump afirmou que não há negociações em andamento entre Estados Unidos e Irã, nem conversas marcadas para ocorrer.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e outros comandantes militares do Irã alertaram que, em qualquer novo conflito em grande escala, o país iria além de sua estratégia anterior de atacar alvos militares dos Estados Unidos, instalações de energia e outras infraestruturas no Oriente Médio, passando a atacar alvos mais distantes. O Irã poderia lançar mísseis balísticos de médio alcance contra alvos dos Estados Unidos no sul e sudeste da Europa, como os da série Shahab, mas um especialista afirmou que esses mísseis teriam dificuldade em causar danos a distâncias maiores. A retaliação do Irã dependeria das ações dos Estados Unidos. O Irã estaria preparando um plano para ampliar ainda mais o conflito caso Donald Trump concretizasse ameaças anteriores de atacar a infraestrutura iraniana.

No mês passado, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos destruiriam uma ponte ou usina de energia iraniana toda vez que o Irã atacasse um navio no Estreito de Ormuz. Uma fonte disse que o Irã não imporia "nenhum limite" à sua resposta em caso de agressão dos Estados Unidos. O Irã se defenderá a qualquer custo, irá além da região e atacará a Europa também. De acordo com as fontes, o ataque a uma base norte-americana na Jordânia que causou as mortes de três soldados dos Estados Unidos foi uma demonstração da precisão e do poder de fogo iranianos. Essa também foi uma mensagem para a Europa: ela pode ser alvo de mísseis, por isso deve saber qual deve ser a sua posição nesta guerra. Um erro muito grave, como atacar a infraestrutura do Irã, poderia fazer com que a guerra ultrapassasse os limites da região e chegasse à Europa.

Ao mesmo tempo, o governo iraniano também tem dado mais poder para pessoas da linha-dura do regime, como Mohsen Rezaei, um ex-comandante da Guarda Revolucionária que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, nomeou na semana passada como o principal responsável pela segurança do país. Assim, pessoas que privilegiavam as negociações, como o líder do parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, estariam mais afastados. O Irã está enviando uma mensagem clara de que, se os Estados Unidos não chegaram a um acordo com Ghalibaf, terão que lidar com Rezaei. "A mensagem é: “Não sejam loucos, porque eu sou mais louco do que vocês.” Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.