19/Aug/2026
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (18/08) a R$ 5,22, alta de 0,39%. A moeda norte-americana se firmou em alta ante o Real acompanhando o comportamento no exterior, e fechou pelo terceiro pregão consecutivo acima de R$ 5,20. O movimento ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco internacional, com o petróleo Brent permanecendo acima de US$ 90,00 por barril em meio às incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Na sessão anterior (17/08), o dólar havia recuado 0,36%, interrompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de alta. Após desvalorização de 1,79% em julho, a moeda acumula valorização de 2,98% em agosto. No ano, entretanto, registra queda de 4,87%.
Apesar da continuidade da saída de recursos da Bolsa brasileira, o fluxo cambial não indica um quadro de crise. O aumento da percepção de risco eleitoral, contudo, mantém pressão sobre a moeda brasileira e reforça a perspectiva de um dólar acima de R$ 5,16. As cotações do petróleo fecharam em leve alta, sustentadas pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pelas incertezas relacionadas ao fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não havia conversas ou negociações em andamento com o Irã e publicou uma imagem de Ormuz como território norte-americano.
O contrato do Brent para outubro, referência para a Petrobras, subiu 0,17%, para US$ 91,02 por barril. Apesar da valorização do petróleo, que tende a melhorar os termos de troca do Brasil e as perspectivas para o fluxo comercial, o Real não apresentou resposta positiva à alta da commodity e à queda do índice DXY. A combinação de maior aversão ao risco no exterior e cautela com a proximidade da eleição presidencial limitou o chamado trade do petróleo com a moeda brasileira. Do ponto de vista técnico, R$ 5,30 é considerado um nível de resistência para o dólar. O índice DXY, referência para o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operou com leve viés de alta, próximo de 99,640 pontos.
Depois de uma sequência de indicadores mais fracos de atividade e inflação nos Estados Unidos, o mercado passou a acompanhar a divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) realizada em julho. O documento deve trazer informações sobre a divisão entre os integrantes do banco central norte-americano quanto à necessidade de aperto monetário. A alta dos preços de energia tende a favorecer o dólar, tanto pela independência energética dos Estados Unidos quanto pelo estímulo às expectativas de juros mais elevados pelo Federal Reserve. O movimento recente de alta dos juros dos Treasuries de longo prazo, em um ambiente de estresse nos mercados globais de renda fixa, também aumenta a pressão sobre as moedas de países emergentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.