17/Aug/2026
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação recuou em 13 das 27 Unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026. Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre, redução de 0,7%. Em São Paulo, a taxa de desocupação ficou em 5,4% no segundo trimestre. As 13 Unidades da Federação que registraram queda na taxa de desocupação foram Santa Catarina, com redução de 0,6%; Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso, com recuo de 0,9% cada; Goiás e Rondônia, com queda de 1,0% cada; Mato Grosso do Sul, com redução de 1,1%; Minas Gerais, com recuo de 1,2%; Alagoas, com queda de 1,3%; Tocantins, com redução de 1,5%; Acre e Paraíba, com recuo de 1,6% cada; e Rio Grande do Norte, com redução de 1,9%. As demais Unidades da Federação apresentaram estabilidade na taxa.
No segundo trimestre, as maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá, com 9,8%, seguido por Bahia, com 9,1%; Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%; e Sergipe, com 7,9%. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina, com 2,1%; Mato Grosso, com 2,2%; Espírito Santo, com 2,3%; Rondônia, com 2,6%; e Mato Grosso do Sul, com 2,7%. A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas os recortes por sexo, cor ou raça e escolaridade mostram diferenças relevantes no mercado de trabalho. Na abertura por gênero, a taxa de desocupação das mulheres ficou em 6,4%, acima da observada entre os homens, de 4,6%. Com isso, o desemprego feminino foi 39,1% superior ao masculino no período. A menor diferença entre homens e mulheres foi registrada no 2º trimestre de 2020 (27%). Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos, com 4,2%, e acima para pretos e pardos, com 6,9% e 6,1%, respectivamente.
A diferença percentual entre a taxa dos brancos e a dos pretos foi de 64,3%. No confronto entre brancos e pardos, a distância foi de 45,2%. O recorte por nível de instrução também indica que o desemprego tende a ser menor nos grupos com maior escolaridade. A menor taxa foi registrada entre pessoas com superior completo, de 3%. Entre os que não tinham instrução, a taxa foi de 4,4%, e para aqueles com fundamental incompleto, de 5%. No fundamental completo, a desocupação alcançou 6,2%. O maior patamar do levantamento apareceu no grupo com ensino médio incompleto, com taxa de 9%, acima dos demais níveis. Entre os que tinham ensino médio completo, o desemprego ficou em 6,3%. Para o superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, quase o dobro da observada no superior completo. Os dados reforçam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores níveis de desocupação se concentraram entre mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto, enquanto os menores foram observados entre trabalhadores com nível superior completo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.