17/Aug/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação recuou de forma estatisticamente significativa em 13 das 27 Unidades da Federação no 2º trimestre de 2026, para 5,4% no País, ante 6,1% no trimestre anterior. As diferenças entre os Estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, estágio de desenvolvimento econômico e grau de instrução da população. As menores taxas de desocupação foram registradas em Estados da Região Sul, com destaque para Santa Catarina, onde o indicador recuou 0,6%. No sentido oposto, as maiores taxas foram observadas no Amapá, com 9,8%, Bahia, com 9,1%, Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%, e Sergipe, com 7,9%. Em São Paulo, a taxa ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho.
No recorte regional, o Sul apresentou a menor taxa de desocupação do País, de 3,2%, seguido pelo Centro-Oeste, com 3,8%, Sudeste, com 5,2%, Norte, com 6,1%, e Nordeste, com 7,6%. A Região Centro-Oeste vem se aproximando da Região Sul nos resultados recentes. A avaliação é de que, quando o mercado de trabalho alcança níveis extremos, a velocidade de alteração desse patamar tende a diminuir, o que contribui para um ritmo de recuperação mais lento na Região Sul. A estrutura econômica e o perfil de qualificação também ajudam a explicar as diferenças regionais. O Sul apresenta maior demanda por trabalhadores qualificados, o que pode resultar na atração de mão de obra de outras regiões e, simultaneamente, prolongar o período de desocupação entre trabalhadores que não possuem a qualificação exigida pelas vagas disponíveis. No Centro-Oeste, o agronegócio pode exercer influência relevante sobre a geração de renda e a contratação em atividades relacionadas ao setor, incluindo comércio e indústria.
Embora represente cerca de 7% a 8% da mão de obra ocupada no País, o agronegócio pode gerar efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho regional, ampliando a demanda por serviços e atividades econômicas no entorno das cadeias produtivas. O cenário evidencia que a evolução do mercado de trabalho brasileiro permanece condicionada não apenas ao nível geral de atividade econômica, mas também à estrutura produtiva, ao grau de industrialização e à qualificação da mão de obra em cada região. As diferenças entre os indicadores estaduais refletem, portanto, a combinação entre características econômicas locais e a capacidade de absorção de trabalhadores pelos setores mais dinâmicos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.