17/Aug/2026
Segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), com dados do trimestre encerrado em julho de 2026, a maior parte dos trabalhadores, 59,3%, considera muito improvável ou improvável perder o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses. Na outra ponta, 12,1% dos trabalhadores avaliam como provável ou muito provável a perda do emprego ou da principal fonte de renda no horizonte de seis meses. Os demais entrevistados declararam não saber responder. Na comparação com igual período de 2025, a soma das parcelas que consideram muito improvável ou improvável a perda de emprego ou renda aumentou 4,9%, alcançando o maior nível desde o início da série, em junho de 2025.
A parcela que considera provável ou muito provável recuou 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o menor nível da série. A FGV ressalta que as séries ainda são curtas e não possuem ajuste sazonal, o que exige cautela nas comparações na margem. Os resultados, contudo, reforçam a percepção de um mercado de trabalho aquecido, em um cenário no qual a taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos e a população ocupada continua crescendo. Mesmo diante de alguma desaceleração da economia, a percepção dos trabalhadores indica que o mercado de trabalho tende a permanecer favorável nos próximos meses. A evolução dos indicadores pode ocorrer em ritmo menos intenso no segundo semestre de 2026, mas ainda em patamar positivo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.