17/Aug/2026
O embaixador dos Estados Unidos para a União Europeia (UE), Andrew Puzder, pressionou o bloco europeu a cumprir os compromissos previstos no acordo comercial bilateral e reduzir barreiras ao comércio transatlântico. A avaliação foi apresentada em manifestação pública na qual o representante norte-americano defendeu mudanças na aplicação de regras europeias relacionadas à sustentabilidade corporativa e aos procedimentos de conformidade. Puzder solicitou que a União Europeia assegure que as diretivas de Diligência Devida em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) e de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) não criem obstáculos ao comércio bilateral nem prejudiquem a operação de empresas norte-americanas ou de companhias associadas a investidores dos Estados Unidos.
Na avaliação do governo norte-americano, a manutenção das regras sem ajustes poderá elevar os custos para empresas europeias e estrangeiras e resultar em aumento de preços para os consumidores. Entre as mudanças defendidas pelos Estados Unidos está a limitação da aplicação das diretivas às atividades de subsidiárias europeias de empresas norte-americanas ou de companhias associadas a investidores dos Estados Unidos, especificamente para bens produzidos na União Europeia ou serviços cuja origem esteja nos países-membros do bloco. O governo norte-americano também defende que empresas dos Estados Unidos ou suas subsidiárias instaladas na Europa não sejam penalizadas quando suas receitas forem provenientes de atividades realizadas fora do território europeu.
O argumento é que companhias vinculadas à União Europeia, mas que produzam exclusivamente para atender consumidores dos Estados Unidos e não tenham intenção de comercializar seus produtos no mercado europeu, não deveriam estar submetidas a exigências de diligência e relatórios relacionadas a operações sem envolvimento de fronteiras ou consumidores europeus. Outra reivindicação envolve a classificação dos Estados Unidos como país de risco negligenciável, em razão das estruturas de compliance consideradas robustas pelo governo norte-americano. A medida permitiria excluir empresas dos Estados Unidos de determinadas verificações, evitando a repetição de procedimentos de conformidade já realizados pelas companhias.
Puzder também defendeu o cumprimento da exclusão das metas climáticas Net Zero do acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia. Nesse contexto, os Estados Unidos rejeitam a reintrodução de planos de transição climática que possam criar novas obrigações regulatórias ou comerciais para empresas norte-americanas. A pressão norte-americana amplia a agenda de ajustes regulatórios nas relações comerciais com a União Europeia, especialmente em áreas relacionadas a sustentabilidade, compliance e política climática. A implementação das mudanças defendidas pelos Estados Unidos dependerá de negociações com a Comissão Europeia e da compatibilização das regras europeias com os compromissos assumidos no acordo comercial bilateral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.