14/Aug/2026
Segundo o Ministério da Agricultura, a agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR). As CPRs responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas em julho, equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações. No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, ou 53,5% do total destinado à modalidade, enquanto os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, equivalente a 46,5%. As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão. A industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.
Os programas de investimento, destinados a máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento. Fora do Pronamp, médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido em julho. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total. Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial, dos quais 12.940 foram operações de CPR. Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 3,9 bilhões, equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural. Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.
Para a safra 2026/27, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, com o diferencial em relação às taxas de mercado coberto pelo Tesouro Nacional. No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido. Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões de julho, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol, com 11%; Sicredi, com 10%; e Credicoamo, com 8,9%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.