14/Aug/2026
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que o país não se submeterá ao direito internacional e rejeitou a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre operações militares norte-americanas. A manifestação foi publicada na rede social X junto com vídeo do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que acusou a esquerda internacional e veículos de comunicação de esquerda de tentar ampliar ilegalmente a jurisdição do tribunal sobre ações militares dos Estados Unidos. Hegseth também afirmou que não existe base legítima para o que classificou como uma ampliação ilegal dos poderes do TPI e defendeu que os integrantes da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A-Triple-C) deixem o tribunal e rejeitem iniciativas que, segundo ele, comprometam a soberania de seus governos e sistemas judiciais.
O Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos são mais seguros, fortes e prósperos quando seus diplomatas têm condições de defender os interesses nacionais no cenário internacional, em vez de serem orientados por ideologias consideradas antiamericanas. Nesse contexto, o governo norte-americano informou que está abandonando uma política adotada durante a administração Joe Biden que orientava integrantes do serviço diplomático a promover questões de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nas relações com autoridades e governos estrangeiros. A pasta afirmou que está reformulando o Serviço Exterior, encerrando a orientação relacionada à DEI, concentrando a atuação diplomática em fundamentos tradicionais e ampliando as competências práticas dos diplomatas.
O governo norte-americano também acusou nesta quinta-feira (13/08) o Brasil e outros países de participar do redirecionamento de produtos chineses para o mercado norte-americano, em operação destinada a contornar tarifas de importação. A acusação ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países e às críticas do governo brasileiro à atuação norte-americana na América Latina. O embaixador Celso Amorim afirmou anteriormente que a diplomacia dos Estados Unidos tem como alvo o Brasil e busca relativizar a soberania brasileira por meio de manifestações relacionadas à atuação dos Estados Unidos na América do Sul. As críticas do governo do presidente Donald Trump ocorrem paralelamente à aproximação dos Estados Unidos com o novo governo de direita da Colômbia e à entrada do país na A-Triple-C. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.