13/Aug/2026
A consolidação do Brasil como maior exportador mundial de alimentos dependerá cada vez mais do financiamento privado e de uma evolução na governança dos médios produtores rurais. Com a capacidade fiscal do Estado limitada e o apoio governamental concentrado nos pequenos produtores, o mercado de capitais e os bancos privados tendem a assumir papel crescente no financiamento do custeio agrícola. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e o crédito rural com recursos livres já somam quase R$ 700 bilhões, montante mais de quatro vezes superior aos R$ 170 bilhões de recursos controlados do Plano Safra. Nesse cenário, a ampliação de subsídios ou de crédito governamental teria alcance limitado diante da dimensão da demanda de financiamento do setor.
A área plantada brasileira deve continuar crescendo, mas a expansão aumenta o risco de concentração fundiária caso os produtores de médio porte não avancem na gestão empresarial, no controle de caixa e na administração de riscos. A modernização da gestão observada na indústria sucroenergética na última década é apontada como referência para o segmento. O produtor médio precisará ampliar a estrutura de gestão, demonstrar capacidade de administração de riscos e manter liquidez para se posicionar como uma empresa adequada às exigências do mercado de crédito. A profissionalização da gestão financeira tende a ganhar importância à medida que o financiamento privado se torna o principal instrumento de suporte ao custeio agrícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.