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13/Aug/2026

B3: índices do Agronegócio e estatais lideram ganhos

Os índices relacionados ao agronegócio, às empresas estatais e a segmentos considerados mais defensivos registraram os melhores desempenhos entre os indicadores da B3 no primeiro semestre de 2026. O destaque foi o Índice Futuro Boi Gordo, que acumulou valorização de 16,38% entre janeiro e junho, seguido pelo Índice de Estatais, com alta de 15,96%, e pelo Índice de Utilidade Pública, que avançou 10,89%, reunindo empresas dos setores de energia elétrica, saneamento e gás. Entre os dez melhores desempenhos do período também figuraram o Índice de Governança, com alta de 8,37%; o MidLarge Cap, com avanço de 7,92%; o IDEB Ultra Qualidade DI, com valorização de 7,64%; o IBrX 50, com alta de 7,43%; e o índice Letra Financeira S1 D1, que subiu 7,30%.

Completaram a relação os índices Tesouro Selic Low Turnover e Tesouro Selic, ambos com alta de 7,05%. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, avançou 6,76% no período. O levantamento da B3 mostra maior equilíbrio entre os índices de renda variável e renda fixa. Dos dez indicadores com maiores retornos no primeiro semestre, quatro pertencem à categoria de renda fixa, em um cenário ainda caracterizado por juros elevados e maior demanda por alternativas de investimento de menor risco. O desempenho de 2026 contrasta com o observado no primeiro semestre de 2025, quando as maiores valorizações ficaram concentradas em índices ligados aos segmentos imobiliário, de governança corporativa e financeiro.

Naquele período, o Índice Imobiliário liderou, com alta de 46,41%, seguido pelo IGPTW, com avanço de 34,76%; Ibov BR+ Cap 5%, com 32,95%; Financeiro, com 31,96%; e Ibov BR+ Equal Weight, com 31,54%. O Ibovespa havia registrado valorização de 15,44%. A comparação entre os dois períodos evidencia uma mudança na composição dos segmentos de maior retorno do mercado brasileiro. Em 2026, os melhores desempenhos estão concentrados principalmente em agronegócio, empresas estatais e utilidade pública, além de índices de renda fixa vinculados a títulos públicos e privados. O movimento reflete a combinação de desempenho favorável de ativos ligados a commodities e setores defensivos com a permanência de taxas de juros elevadas, que mantém a renda fixa competitiva diante dos investimentos de maior risco. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.