ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

12/Aug/2026

Dólar sobe com eleições e rebaixamento do Brasil

O dólar fechou em alta de 0,98% nesta terça-feira (11/08), a R$ 5,16, após atingir a máxima de R$ 5,17, no maior valor de fechamento desde 7 de julho, quando terminou a R$ 5,15. O Real apresentou o pior desempenho entre as moedas mais líquidas, em uma sessão marcada por queda superior a 2% do Ibovespa e relatos de saída de investidores estrangeiros. O movimento de valorização da moeda norte-americana ocorreu em meio ao rebaixamento da recomendação do Brasil pelo JPMorgan, de overweight, equivalente a exposição acima da média do mercado, para neutro, e à divulgação de pesquisas eleitorais que mantiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente na disputa presidencial de outubro. O dólar acumula alta de 1,78% em agosto, após recuar 1,79% em julho. No ano, a moeda ainda registra queda de 5,98%.

O JPMorgan apontou menor espaço para cortes de juros e desaceleração da atividade econômica, além de observar que os ativos brasileiros normalmente apresentam desempenho inferior nos seis meses anteriores às eleições, período caracterizado por maior volatilidade. Apesar disso, o nível elevado dos juros domésticos continua oferecendo suporte ao Real. O dólar iniciou os negócios em queda e chegou a romper o nível de R$ 5,10, atingindo a mínima de R$ 5,09. A inversão do movimento ocorreu simultaneamente à deterioração do mercado acionário, em meio à repercussão do relatório do JPMorgan e à divulgação de pesquisas eleitorais, incluindo levantamento CNT/MDA e pesquisa da Futura, ambas mantendo o presidente Lula na liderança. Os dados de inflação e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) tiveram influência secundária sobre os negócios. O IPCA subiu 0,07% em julho, mas a inflação acumulada em 12 meses recuou para abaixo do teto da meta, de 4,5%.

A ata do Copom manteve tom semelhante ao comunicado divulgado após a redução da Selic de 14,25% para 14% e foi interpretada como sinal de possibilidade de continuidade do ciclo de cortes. Na avaliação da Ativa Investimentos, a leitura do IPCA foi positiva e não justificaria, sob uma perspectiva estrutural, a intensidade da deterioração dos ativos brasileiros na sessão. A instituição mantém projeção de dólar a R$ 5,25 no fim de 2026 e considera que o cenário eleitoral já apresenta grau relevante de precificação nos preços dos ativos. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, oscilou próximo da estabilidade, em torno de 99,800 pontos. O petróleo avançou mais de 1%, influenciado pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Os mercados também aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos referente a julho, que poderá influenciar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.