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12/Aug/2026

Inflação: menor resultado para julho desde 2022

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, após alta de 0,16% em junho. A taxa acumulada no ano ficou em 3,44%, enquanto a variação em 12 meses recuou de 4,64% até junho para 4,44% até julho, voltando a ficar abaixo do teto da meta de inflação, movimento que não ocorria desde abril de 2026, quando estava em 4,39%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) recuou 0,01% em julho, após alta de 0,14% em junho. O índice acumulou alta de 3,50% no ano e de 4,10% em 12 meses, ante 4,33% até junho. O INPC mede a variação de preços para famílias com renda de um a cinco salários-mínimos e chefiadas por assalariados. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) subiu 0,44% em julho, após avanço de 1,19% em junho. No ano, acumula alta de 4,94% e, em 12 meses, de 7,40%, ante 7,26% até junho. O custo nacional da construção alcançou R$ 1.985,10 por metro quadrado em julho. Os materiais tiveram alta de 0,48%, enquanto o custo da mão de obra aumentou 0,39%.

A taxa de julho foi a menor para o mês desde 2022, quando houve deflação de 0,68%, e a menor desde agosto de 2025, quando o IPCA havia registrado queda de 0,11%. No acumulado de janeiro a julho, a alta de 3,44% é a maior para o período desde 2022, quando alcançou 4,77%. A composição do índice foi marcada pela queda dos preços de alimentos e combustíveis e pela alta da energia elétrica. Sem o grupo Alimentação e bebidas, o IPCA teria subido 0,27% em julho. Sem a energia elétrica, que apresentou a maior pressão positiva, o índice teria registrado queda de 0,07%. O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,67% em julho, após queda de 0,24% em junho, contribuindo negativamente com 0,15% para o IPCA. A alimentação no domicílio caiu 1,14%, ante recuo de 0,39% no mês anterior. Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. A queda de 0,67% em Alimentação e bebidas foi a menor variação negativa para julho desde 2024, quando o grupo havia recuado 1,00%.

O movimento está relacionado à sazonalidade típica desta época do ano, marcada por maior oferta de produtos in natura. Condições climáticas mais favoráveis em parte do período contribuíram para ampliar a produção e facilitar o escoamento, pressionando os preços para baixo. Entre os principais recuos no grupo, o café moído caiu 2,45% em julho, acumulando baixa de 13,66% no ano e de 17,20% em 12 meses. A queda acumulada em 12 meses é a maior da série histórica desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O maior avanço em 12 meses do item ocorreu em maio de 2025, quando chegou a 82,24%. Desde junho de 2025, o café moído acumula redução de aproximadamente 18%, embora ainda não tenha devolvido integralmente a alta anterior. Também houve quedas expressivas em tomate, de 29,09%, batata-inglesa, de 19,59%, e cenoura, de 14,41%. O tomate foi o principal impacto negativo sobre o IPCA de julho, com contribuição de -0,10%.

Entre as altas, destacaram-se o leite longa vida, com avanço de 2,47%, e as frutas, com alta de 1,20%. A redução dos preços do café não ocorre de forma imediata para o consumidor, uma vez que o repasse ao varejo depende do processamento e da distribuição após a colheita, da renovação dos estoques e de componentes de custos que permanecem incorporados ao preço final, como câmbio e fretes. A dinâmica de transporte e de custos também dificulta a identificação de um único fator responsável pelo recuo recente, embora o movimento seja de alívio gradual dos preços ao consumidor. A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% para 0,55% em julho. O movimento pode estar relacionado à pressão de demanda característica do período de férias, além da influência de custos indiretos. No grupo Transportes, os preços subiram 0,05% em julho, após alta de 0,17% em junho, contribuindo com 0,01% para o índice. Os combustíveis recuaram 1,44%, após queda de 0,48% em junho. A gasolina caiu 1,37%, ante recuo de 0,12% no mês anterior, enquanto o etanol teve queda de 2,26%, após baixa de 3,09% em junho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.