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12/Aug/2026

Mercado cauteloso sobre negociações EUA e Irã

Autoridades do Paquistão sinalizaram nesta terça-feira (11/08) que os Estados Unidos e o Irã estão próximos de algum acordo, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, informou que as negociações entre Omã e Irã sobre o Estreito de Ormuz alcançaram estágio avançado. Apesar dos sinais de avanço diplomático, declarações de ameaça por parte de Estados Unidos e Irã continuam mantendo o mercado em estado de cautela. O petróleo permanece fortemente influenciado pelas manchetes relacionadas às negociações, aumentando a volatilidade das cotações.

O mercado tem repetido um padrão de entusiasmo inicial quando as negociações apresentam sinais promissores, seguido por rápida dissipação do otimismo. Nesse contexto, a evolução das tratativas entre Estados Unidos e Irã e a situação no Estreito de Ormuz continuam sendo fatores determinantes para a trajetória dos preços do petróleo. Ainda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que possui diversas estratégias na guerra contra o Irã e que utiliza algumas delas simultaneamente, destacando a pressão econômica durante as negociações de paz.

“Eles têm inflação de 300%, a moeda quase não tem valor e não estão pagando soltados, isso não é sustentável. Economicamente, estão uma bagunça. Não conseguem fazer empréstimos e controlamos o dinheiro deles, que é muito. Eu sou o banqueiro deles", afirmou Trump. O republicano admitiu que não descarta a possibilidade de retomar ataques militares "muito fortes", mas que prefere "ir levando" o ambiente atual de guerra de forma "fácil, agradável e relaxada" enquanto a pressão econômica atua. Trump negou que os estoques norte-americanos de munições e armas estejam se esgotando.

O presidente acusou seu antecessor, o democrata Joe Biden, de ser responsável por diminuir os estoques ao fornecer armas para a Ucrânia, mas afirmou que está "repondo rapidamente e em nível recorde". Apesar do comentário de Trump, crescem questionamentos sobre a queda nos estoques de munições dos Estados Unidos após reportagens revelarem que eles estariam próximos do esgotamento depois de meses de guerra contra o Irã. Nesta semana, o Pentágono pressionou a indústria de defesa norte-americana a produzir armamentos mais rápido. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.