12/Aug/2026
Os Houthis continuaram a atacar a região no Estreito de Bab el-Mandeb, mirando em alvos ligados ao governo do Iêmen e a Arábia Saudita. No Irã, explosões foram ouviram em Sirik, sul do país, possivelmente ligados a ações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Estreito de Ormuz. De acordo com a Fars, fontes iemenitas relataram que um navio carregando equipamentos para a Arábia Saudita foi alvo de ataques. Vice-ministro da Informação do Iêmen da ala ligada aos Houthis, Omar Daer Al-Bukheiti afirmou que os sauditas ficaram surpresos com a retaliação iemenita dos últimos dias, mas deveria "acabar com o cerco ao invés de reclamar sobre os navios alvejados". Al-Bukheiti disse que a Arábia Saudita não terá "escolha a não ser se render à vontade do povo iemenita" e deveria interromper o bloqueio ao país, segundo a Fars. Correspondentes do jornal Al Arabiya afirmaram que os Houthis continuam a alvejar a cidade portuária de Moca com mísseis. Nesta terça-feira (11/08), a cidade de Marib e outras regiões do país também sofreram com ofensivas do grupo.
Em resposta, as forças armadas do Iêmen atacaram diversas posições Houthi, incluindo espaços ocupados e sistemas do grupo. O exército iemenita utilizou drones em ofensivas nas Montanhas de al-Radha, em Marib, enquanto a força aérea atacou o campo Houthi na governança de al-Jawf. Ainda nesta terça-feira (11/08), um ataque Houthi contra embarcação em Bab el-Mandeb matou seis pessoas, segundo autoridades do Iêmen, incluindo três paquistaneses e um indonésio, tripulantes do navio. Dois membros das Forças de Resistência Nacional, aliados ao governo do Iêmen, também morreram no confronto. Foram lançados três mísseis balísticos contra o navio comercial iemenita e outro míssil alvejou times de resgate, ferindo uma das pessoas da equipe. Ainda, ataques de drones atingiram instalações de petróleo e energia em Zawiya, no oeste da Líbia, provocando incêndios e danos à infraestrutura crítica da cidade. Os ataques começaram na segunda-feira (10/08) e continuaram nesta terça-feira (11/08), com alvos incluindo a refinaria de petróleo, uma usina de energia e tanques de armazenamento de combustíveis.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques. O primeiro ataque provocou um grande incêndio em um tanque de armazenamento de gasolina da refinaria, que permaneceu em chamas durante a noite e até a tarde desta terça-feira. Segundo a Defesa Civil, o fogo foi combatido pelos bombeiros e não houve registro de vítimas. Durante o combate ao incêndio, outro drone atingiu uma área próxima a um importante tanque de petróleo. A estrutura, que armazenava 4,5 milhões de litros de combustível no momento do ataque, colapsou, levando a companhia estatal National Oil Corporation (NOC) a declarar estado de emergência máxima na instalação. Não houve vítimas. Nesta terça-feira (11/08), dois drones atingiram a usina de energia de Zawiya. Um deles danificou o sistema de combate a incêndios, enquanto o segundo caiu próximo à principal área de armazenamento de combustível da instalação e provocou um incêndio. O fogo foi rapidamente controlado pelos bombeiros e não houve registro de vítimas. A infraestrutura de Zawiya é estratégica para o setor energético da Líbia, pois concentra a maior refinaria de petróleo do país, um terminal de exportação e uma usina de energia.
As instalações vêm sendo alvo frequente de ataques. No fim de semana, drones atingiram um tanque de combustível e uma planta de dessalinização associada à infraestrutura petrolífera, provocando danos ao tanque. Foi informado que todos os incêndios provocados pelos ataques haviam sido extintos. A escalada ocorre em meio ao aumento das tensões entre o governo do oeste da Líbia e o líder militar Mohamed Bahroun, que controla Zawiya. Grande parte do oeste do país é administrada por milícias locais que mantêm alianças frágeis com o governo do primeiro-ministro Abdul-Hamid Dbeibah, sediado em Trípoli. Paralelamente aos ataques em Zawiya, um carro-bomba matou na segunda-feira (10/08) um oficial militar de alta patente em Benghazi, no leste da Líbia. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, que representa mais um episódio de violência em um país que permanece com a segurança fragmentada e elevada exposição de sua infraestrutura crítica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.