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11/Aug/2026

China pede para entrar em ação do Brasil na OMC

A China solicitou formalmente participação nas consultas abertas na Organização Mundial do Comércio (OMC) a partir da ação do Brasil contra as tarifas de até 37,5% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido ocorre após o governo brasileiro acionar a OMC no fim de julho para contestar as sobretaxas impostas pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, com base em duas investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). As medidas norte-americanas envolvem uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas e outra relacionada a suposto emprego de trabalho forçado.

A combinação das duas medidas pode elevar a sobretaxa aplicada a determinados produtos brasileiros a até 37,5%. Ao solicitar participação nas consultas, a China argumenta que as medidas dos Estados Unidos afetam suas exportações ao mercado norte-americano e alteram as condições de concorrência de produtos chineses. O movimento amplia a dimensão internacional da disputa comercial envolvendo as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Os Estados Unidos já aceitaram realizar as consultas solicitadas pelo Brasil na OMC. Essa etapa representa o primeiro estágio do mecanismo de solução de controvérsias da organização. Ainda não há definição sobre a data para a realização das consultas entre as partes. A participação da China nas consultas ocorre em um contexto de intensificação das disputas comerciais envolvendo os Estados Unidos e amplia o interesse da China no questionamento das medidas tarifárias norte-americanas no âmbito multilateral. Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.