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11/Aug/2026

Estreito de Ormuz fechado com impasse EUA-Irã

O Irã mantém a decisão de não reabrir o Estreito de Ormuz até que os Estados Unidos atendam às condições apresentadas pelo governo iraniano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condiciona a retomada da navegação pelo Estreito à interrupção e reparação das ações consideradas ilegais e destrutivas por Washington, incluindo o bloqueio de portos iranianos. Entre as exigências do Irã estão a suspensão do bloqueio norte-americano, o pagamento de indenizações pelos danos de guerra acumulados ao longo de meses, a retirada das sanções econômicas e a liberação de ativos iranianos congelados. O fechamento do Estreito de Ormuz tornou-se a consequência mais duradoura do conflito no Oriente Médio, iniciado há mais de cinco meses. A via marítima é estratégica para o comércio global de petróleo, por onde normalmente transita cerca de um quinto do volume comercializado no mundo.

A continuidade do impasse mantém os preços de energia no centro das discussões da política dos Estados Unidos às vésperas das eleições de meio de mandato, previstas para novembro. O Irã mantém negociações separadas com Omã sobre as condições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, incluindo a possibilidade de criação de um corredor temporário de navegação. O governo iraniano, contudo, mantém a posição de que qualquer reabertura efetiva da passagem depende de negociações e de concessões por parte dos Estados Unidos. Ainda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (10/08) que as negociações com Omã para a administração do Estreito de Ormuz estão caminhando para o fim, mas a reabertura depende do cumprimento pelos Estados Unidos das condições anunciadas pelo Irã no fim de semana. "Ainda estamos em guerra e, enquanto violações norte-americanas continuarem, não haverá condições para segurança no Estreito", disse.

Trocas de mensagens com norte-americanos por meio de mediadores ainda acontecem com Washington, mas próximos passos dependerão das "circunstâncias", acrescentou. Baghaei comentou ainda o acordo trilateral entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, classificando-o como resultado da sensação de insegurança provocada pelos Estados Unidos e afirmando que o Irã sempre defendeu o fortalecimento regional da segurança. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (10/08) que exigirá que o Irã pague compensação pelo que classificou como "mortes e feridos" pelo Irã, em resposta à busca do regime persa por compensação pelos danos que sofreu em ataques norte-americanos e de Israel como condição para avançar nas conversas de paz. O republicano negou que os iranianos tenham mencionado a exigência de compensação em qualquer negociação anterior e acusou o Irã de buscar indenização por uma guerra que "só começou porque não terão uma arma nuclear”.

O presidente norte-americano citou como exemplo, o que chamou de danos e mortes provocados por iranianos no Líbano, na Síria, no Iêmen e em Gaza (áreas onde o conflito no Oriente Médio se expandiu e atuam milícias alinhadas ao Irã). Trump acrescentou que o Irã também deveria indenizar as famílias das milhares de pessoas mortas nos protestos antigoverno de janeiro, período de maior instabilidade interna no Irã antes da retomada dos ataques norte-americanos. A mensagem de Trump foi publicada após o Irã declarar, no fim de semana, que estava perto de fechar com Omã um acordo para definir novas rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz. O Irã, porém, reiterou que os Estados Unidos precisam atender a exigências, entre elas pagamento de compensação e o fim de sanções e de ameaças militares. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.