10/Aug/2026
O dólar fechou em baixa ante o Real na sexta-feira (07/08), influenciado pela divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram a percepção de menor pressão para uma elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo. A moeda norte-americana encerrou a R$ 5,08, com recuo de 0,41%, e terminou a semana passada abaixo de R$ 5,10. Na semana passada, acumulou alta de 0,31%, enquanto no ano registra queda de 7,37%. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que houve fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho, ante expectativa de criação de 80 mil vagas. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, abaixo da projeção de 4,2%.
O resultado de junho também foi revisado para baixo, passando de criação de 57 mil para 20 mil postos de trabalho. A deterioração dos indicadores de emprego provocou forte queda dos rendimentos dos Treasuries e enfraquecimento do dólar no mercado internacional, à medida que investidores passaram a avaliar que a perda de dinamismo da economia norte-americana reduz a possibilidade de aumento dos juros pelo Federal Reserve no curto prazo. No mercado brasileiro, o dólar atingiu a máxima intradia de R$ 5,10, com baixa de 0,02%, pouco antes da divulgação dos dados de emprego. Após a publicação do relatório, a cotação recuou até a mínima de R$ 5,07, queda de 0,65%.
O movimento acompanhou a desvalorização da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, recuava 0,36%, a 99,582, reforçando o ambiente externo de menor demanda pela moeda norte-americana. O Banco Central realizou a venda de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro, sem impacto relevante sobre as cotações. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.