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10/Aug/2026

Inflação: IGP-DI registra nova queda no mês de julho

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou 0,86% em julho, após queda de 0,79% em junho. Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,12% no ano e avanço de 2,77% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que representa os preços no atacado e tem maior peso na composição do IGP-DI, registrou queda de 1,31% em julho, após recuo de 1,36% em junho. Entre os estágios de processamento do IPA-DI, os Bens Finais apresentaram retração de 0,96% em julho. Os Bens Intermediários registraram alta de 0,73%, enquanto as Matérias-Primas Brutas tiveram queda de 3,02% no período. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que acompanha a variação dos preços no varejo, caiu 0,08% em julho, após alta de 0,36% em junho. O núcleo do IPC-DI, que exclui itens mais voláteis, avançou 0,25% no mês, ante alta de 0,40% no período anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), que mede a evolução dos preços no setor de construção civil, subiu 0,61% em julho, após alta de 0,78% em junho.

O desempenho do IGP-DI em julho refletiu principalmente a continuidade da pressão negativa nos preços do atacado, enquanto os componentes relacionados ao consumo e à construção apresentaram variações mais moderadas. A queda do IGP-DI em julho se deu pelo recuo de preços ao produtor e ao consumidor, além de alta menos intensa na construção civil. O impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA-DI ainda negativo em julho. Parte do recuo pode ser atribuída ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. Ainda pelo lado das quedas, no IPC, os grupos Alimentação e Transportes lideraram as variações negativas. Para o cálculo do IGP-DI foram comparados os preços coletados no período de 1 de julho de 2026 a 31 de julho de 2026 com os preços coletados do período de 1 de junho de 2026 a 30 de junho de 2026. Seis das oito classes de despesa que compõem o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registraram queda em julho.

O IPC, que tem um peso de 30% no indicador final, passou de uma alta de 0,36% em junho para queda de 0,08% em julho. O destaque foi para o setor de Alimentação, que saiu de alta de 0,47% para queda de 0,87%, e de Transportes, que passou de saldo positivo de 0,1% para recuo de 0,29%. Na sequência, aparecem Despesas Diversas (1,30% para -0,03%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,22%), Vestuário (-0,52% para -1,22%) e Comunicação (0,02% para -0,06%). As duas classes de despesa que registraram aumento foram Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 1,06%) e Habitação (0,37% para 0,39%). A queda dos preços de Matérias-Primas Brutas, influenciada por recuos mais fortes em itens ligados à indústria extrativa, foi o principal fator por trás do comportamento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) em julho. No mês, Matérias-Primas Brutas caíram 3,02%, uma queda menos intensa do que a de 3,19% observada em junho.

O impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA-DI ainda negativo em julho. Parte do recuo pode ser atribuída ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. Com esse pano de fundo, o IPA recuou 1,31% em julho, após queda de 1,36% em junho. No acumulado, o indicador registra alta de 1,46% no ano e avanço de 1,9% em 12 meses. O grupo de Bens Finais caiu 0,96% em julho, aprofundando a queda frente ao recuo de 0,05% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de 0,01% em junho para queda de 0,08% em julho. Na outra ponta, Bens Intermediários subiram 0,73% em julho, acelerando ante 0,02% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,11%, aprofundando a queda em relação a junho, quando havia recuado 0,04%. O IPA representa 60% do IGP-DI. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.