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10/Aug/2026

Oriente Médio: escalada pode envolver mais países

Uma fonte saudita de alto escalão afirmou que múltiplos relatórios de inteligência confiáveis indicam coordenação entre o grupo iemenita dos Houthis, milícias iraquianas e a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) para preparar ataques contra a Arábia Saudita. Os relatórios são particularmente alarmantes porque surgem enquanto a Arábia Saudita segue buscando reduzir as tensões no Oriente Médio com soluções pacíficas. No dia 6 de agosto, um ataque por drones dos Houthis deixou 11 civis feridos na região de Najran. Os Houthis também atacaram o governo central do Iêmen, aliado do reino saudita, com mísseis e drones, matando dezenas de soldados. Enquanto isso, facções iraquianas estão com a intenção de atacar a Arábia Saudita e países vizinhos com drones, como resposta a ataques do reino saudita e dos Estados Unidos a algumas células das milícias apoiadas pelo Irã.

Os ataques potenciais poderiam ter como alvo locais civis e econômicos, incluindo infraestrutura de energia, portos e aeroportos. O Irã intensificou as ameaças a seus vizinhos do Golfo, com mensagens de advertência sobre deixar toda a região "no escuro" em caso de ataque dos Estados Unidos contra suas centrais elétricas. Ainda, os Ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e de mais sete países expressam condenação veemente e repúdio às contínuas violações israelenses na Faixa de Gaza, em particular o ataque a instalações de saúde e à infraestrutura médica, as agressões à infraestrutura civil e a contínua perda de vidas civis. A declaração conjunta foi divulgada no dia 6 de agosto pelos Emirados Árabes, Catar, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito. Os ministros afirmam que a continuidade dessas violações constitui uma clara quebra das obrigações de Israel nos termos do direito internacional e do plano abrangente para encerrar o conflito em Gaza.

Os representantes também citam que as ofensivas israelenses minam os esforços internacionais e regionais voltados à implementação da segunda fase do plano, especialmente após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as facções palestinas aceitaram o roteiro, inclusive as disposições relativas à restrição de armas. Em 30 de julho, Trump afirmou que o Conselho de Paz alcançou um acordo histórico para desarmamento completo do Hamas em um passo fundamental para que Gaza seja finalmente administrada por um novo governo palestino. O Hamas concordou com o plano de desarmamento, mas Israel voltou a realizar ataques, enquanto compartilhou com o governo norte-americano “sérias preocupações de segurança” com o plano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.