07/Aug/2026
O Fundo para Florestas Tropicais (Tropical Forests Forever Facility - TFFF) deverá receber novos aportes financeiros de dois países europeus nos próximos meses, ampliando a base de financiamento da iniciativa criada para remunerar países que preservam florestas tropicais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os novos compromissos ainda não podem ser detalhados, mas deverão representar um avanço adicional na consolidação do TFFF antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada em novembro, na Turquia. O governo brasileiro considera que o TFFF poderá se consolidar como referência internacional em mecanismos de financiamento sustentável baseados na combinação de recursos públicos e privados, modelo conhecido como blended finance.
A avaliação é de que a estrutura do fundo estimula investimentos destinados à redução do desmatamento, diferenciando-se de mecanismos tradicionais de doações ao estabelecer uma lógica de financiamento voltada à preservação ambiental. O Brasil estruturou o TFFF com aporte inicial de US$ 1 bilhão. Durante a COP30, realizada em novembro/2025 em Belém (PA), foram anunciados novos compromissos financeiros, incluindo US$ 3 bilhões da Noruega ao longo de dez anos, US$ 1 bilhão da Indonésia, 1 bilhão de euros da Alemanha em uma década e 500 milhões de euros da França, totalizando aproximadamente US$ 5,7 bilhões em novos aportes anunciados para o fundo.
O Itamaraty também busca ampliar a participação de países em desenvolvimento no financiamento da iniciativa. Embora as economias industrializadas permaneçam como principais responsáveis pela mobilização de recursos climáticos em razão de sua maior participação histórica nas emissões de gases de efeito estufa, a estratégia brasileira prevê diversificar a origem dos investimentos destinados ao TFFF. Entre as prioridades brasileiras para a COP31 também está o fortalecimento do papel dos biocombustíveis na transição energética global. O governo pretende defender a ampliação da participação desses combustíveis na matriz energética mundial, tendo como referência o compromisso firmado durante a COP30 de quadruplicar o consumo global de combustíveis sustentáveis, incluindo os biocombustíveis, como instrumento para redução das emissões de carbono e descarbonização do setor de transportes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.