07/Aug/2026
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 3,638 bilhões em julho de 2026, queda de 5,0% em relação aos US$ 3,829 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. As importações de produtos norte-americanos somaram US$ 4,276 bilhões no período, avanço de 0,6% na comparação anual, frente aos US$ 4,253 bilhões observados em julho do ano passado. Com esse desempenho, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos registrou déficit de US$ 638 milhões em julho, refletindo o maior valor das importações em relação às exportações. No acumulado de janeiro a julho de 2026, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano alcançaram US$ 20,951 bilhões, retração de 12,2% em comparação com igual intervalo de 2025.
As importações provenientes dos Estados Unidos também apresentaram recuo no período, de 10,4%, totalizando US$ 23,225 bilhões. Com isso, o saldo comercial entre os dois países permaneceu negativo nos sete primeiros meses do ano, com déficit de US$ 2,274 bilhões. A queda das exportações de produtos brasileiros aos Estados Unidos no mês passado não está relacionada diretamente ao novo tarifaço, pois a medida passou a vigorar plenamente apenas no dia 29 de julho. Como não houve crescimento das vendas no sétimo mês do ano, não é possível avaliar se houve uma antecipação das vendas. A queda em julho se deu nos seguintes produtos: aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-62,2%), ferro gusa (-31,4%), café não torrado (-27,6%) e sucos de frutas ou vegetais (-22,5%).
No ano, a queda foi motivada por reduções nas vendas de óleos brutos de petróleo (-25,5%), café não torrado (-34,1%), sucos de frutas e vegetais (44,2%) e produtos semiacabados de ferro e aço (11%). A queda das vendas aos Estados Unidos no acumulado do ano é atribuída ao contexto econômico e à demanda. Por exemplo, não houve majoração de alíquotas para petróleo. Cada produto tem uma dinâmica e foi uma questão mais de demanda e mercado que influenciou esse resultado do primeiro semestre (incluindo julho). Sobre a recente escalada da crise diplomática do Brasil com os Estados Unidos e Argentina, a política econômica só vai afetar os fluxos comerciais na medida em que se traduzam em medidas restritivas, como tarifas, ou, em direção contrária, de incentivo ao comércio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.