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07/Aug/2026

Estreito de Ormuz: revisão do acordo entre Irã-Omã

O plano estratégico do Irã e de Omã para gerenciar o Estreito de Ormuz está sob revisão pela Comissão de Segurança Nacional iraniana, sujeito a opiniões de parlamentares e analistas. A proposta determina que navios ou cargas dos Estados Unidos, Israel e países considerados "hostis" não poderão atravessar a via marítima e o Golfo Pérsico até que seja fornecida uma compensação ao Irã, além de estabelecer uma multa pesada de 20% do valor da carga para embarcações que infrinjam as novas regras de navegação do Estreito. O governo iraniano cooperará com as forças armadas para monitorar o tráfego e guiar a navegação. Com base nas regras, os corredores norte e sul de Ormuz serão eliminados após um período de transição e todo o tráfego ocorrerá no meio da via, com entrada sob gestão do Irã e saída por Omã. Os preços do pedágio irão variar conforme o serviço (seguro, abastecimento, etc).

Os Estados Unidos parecem rejeitar os termos do acordo entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz, que surgiram após o presidente americano Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, terem afirmado que o pacto poderia ser alcançado até esta quinta-feira (06/08). Qualquer rota temporária será sem impedimentos, ou seja, sem aprovações ou permissões e sem pedágios ou taxas, disse um oficial dos Estados Unidos quando questionado sobre a reportagem da Fars. Ainda, fontes afirmaram que o som de duas explosões na ilha Qeshm, no Irã, por volta das 21h40 (horário local) desta quinta-feira (06/08) foi decorrente de disparos contra alvos inimigos na entrada do Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é uma via navegável internacional e nenhuma parte controla as rotas ou a capacidade de transitar por elas, acrescentou o oficial. Fonte: Fars, CNBC e Tasnim. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.