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06/Aug/2026

COP31: biocombustíveis exigem execução de metas

Segundo o Itamaraty, o avanço no uso de combustíveis sustentáveis em escala global dependerá principalmente da implementação dos compromissos internacionais já assumidos. O Brasil trabalha na elaboração de um mapa do caminho para a redução do uso de combustíveis fósseis, que será apresentado na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na Turquia. O objetivo de quadruplicar o uso global de combustíveis sustentáveis até 2035, estabelecido durante a COP30, realizada em Belém, exige o cumprimento das metas já acordadas entre os países, sem necessariamente depender da criação de novas políticas públicas ou ampliação de subsídios. O acompanhamento anual dos compromissos até 2035 será fundamental para avaliar o avanço da substituição de petróleo, gás natural e carvão por fontes de menor emissão de carbono. O mapa internacional em desenvolvimento pelo Brasil deverá servir como instrumento para apoiar e estimular o uso crescente de combustíveis sustentáveis em diferentes países e setores econômicos.

A expansão dos veículos elétricos, embora relevante para a transição energética, não será suficiente para eliminar totalmente a dependência dos combustíveis fósseis no setor de transportes. Nesse cenário, os combustíveis sustentáveis terão papel estratégico para reduzir emissões e contribuir para o cumprimento das metas climáticas globais. A transição energética dependerá de uma aceleração da oferta de novas fontes de energia, com ampliação da disponibilidade de combustíveis sustentáveis capazes de atender à demanda dos diferentes segmentos da economia. A COP30, realizada em Belém (PA), reforçou o compromisso dos países com o multilateralismo na agenda climática. A avaliação ocorre após questionamentos sobre a continuidade da cooperação internacional diante da saída do governo dos Estados Unidos do Acordo de Paris. A expectativa antes da COP30 era de que outros países pudessem seguir o mesmo caminho, mas nenhum participante abandonou o acordo climático.

O encontro resultou na aprovação de 56 decisões oficiais por consenso entre os 195 países participantes, consolidando a continuidade da cooperação global. Entre os compromissos estabelecidos estão a aceleração da implementação prática do Acordo de Paris, a mobilização de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035 e a triplicação dos recursos destinados à adaptação climática de países em desenvolvimento. A próxima etapa da agenda climática será concentrada na execução dos compromissos assumidos em Belém. A implementação deverá avançar em áreas como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento climático. Na COP31, a Austrália ficará responsável pela condução das negociações formais, enquanto a Turquia liderará a agenda de ação voltada à implementação das iniciativas climáticas. Os mecanismos de transição justa já foram definidos e deverão passar por aprimoramentos durante as próximas negociações, com foco em garantir uma adaptação equilibrada às mudanças necessárias na economia global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.