06/Aug/2026
O governo dos Estados Unidos detalhou os motivos que fundamentaram a revogação do visto da embaixadora do Brasil no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota oficial, o Departamento de Estado informou que a decisão foi adotada após semanas de contatos com o governo brasileiro, período em que, segundo a avaliação norte-americana, houve sucessivos adiamentos e obstáculos à solução da questão diplomática. De acordo com o Departamento de Estado, a medida foi tomada em resposta à demora do governo brasileiro na concessão do agrément diplomático necessário para a nomeação de Daniel Perez como embaixador dos Estados Unidos em Brasília. A decisão foi classificada como uma ação de reciprocidade entre os dois países.
O governo norte-americano ressaltou que a revogação do visto não caracteriza a expulsão da diplomata brasileira dos Estados Unidos. Caso a embaixadora deixe o território norte-americano, será necessário solicitar a emissão de um novo visto para retornar ao país. O Departamento de Estado informou ainda que outras medidas relacionadas ao tema permanecem em avaliação. A decisão está alinhada ao entendimento de que cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definir os representantes diplomáticos do país no exterior, vinculando a medida aos princípios da política ‘America First’. Já o governo brasileiro decidiu adotar medidas de reciprocidade em resposta à revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos.
A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira foi interpretada por veículos de imprensa internacionais como uma nova escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países. Publicações como The New York Times, El País, BBC, The Guardian e Al Jazeera destacaram o episódio como parte de um aumento das divergências entre Brasil e Estados Unidos. O The Wall Street Journal relacionou a medida a uma disputa diplomática envolvendo acusações de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro previsto para outubro. O The Washington Post classificou a decisão como uma ação de retaliação por parte do governo norte-americano.
Segundo relatos publicados pelos veículos internacionais, o Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou a decisão como uma resposta ao adiamento, pelo Brasil, da aprovação diplomática formal do embaixador norte-americano em Brasília e à negativa de vistos para diplomatas dos Estados Unidos. CNN e Deutsche Welle repercutiram principalmente as declarações oficiais do governo norte-americano sobre o caso. A imprensa internacional também destacou a reação do governo brasileiro, que classificou a decisão como uma escalada de medidas hostis e afirmou que a iniciativa estaria relacionada a tentativas de interferência na política interna do País. A DW ressaltou comunicado do governo brasileiro segundo o qual a medida não seria um episódio isolado, mas parte de uma sequência de ações motivadas por questões ideológicas.
A emissora chinesa CGTN também repercutiu a posição brasileira, que considerou falsas as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos. A Fox News destacou a manifestação de um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, segundo a qual o governo dos Estados Unidos teria mantido comunicação com o Brasil durante semanas e oferecido oportunidades para solucionar o impasse, mas teria enfrentado adiamentos e obstáculos por parte das autoridades brasileiras. O episódio amplia o desgaste nas relações bilaterais e ocorre em meio a divergências diplomáticas, comerciais e políticas entre Brasil e Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro e G1. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.