05/Aug/2026
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o mercado global de alimentos poderá enfrentar uma segunda onda de inflação entre seis e nove meses, impulsionada pelos impactos do El Niño sobre a produção agrícola e pela redução da oferta mundial. A primeira onda de inflação foi provocada pelo aumento dos custos de energia e fertilizantes. Agora, o cenário é marcado pela combinação de custos de produção ainda elevados, margens mais apertadas para os produtores e riscos de perdas de produtividade decorrentes dos eventos climáticos, fatores que tendem a pressionar novamente os preços dos alimentos nos próximos meses.
O ambiente atual difere do observado em 2022. Naquele período, os elevados preços das commodities agrícolas compensavam o aumento dos custos de produção e estimulavam investimentos no campo. Atualmente, porém, as cotações mais baixas das commodities, aliadas às taxas de juros elevadas, reduzem a rentabilidade da atividade agrícola e podem limitar os investimentos, aumentando o risco de menor oferta nas próximas safras. Caso o El Niño provoque perdas relevantes de produtividade em importantes regiões produtoras, a combinação entre oferta restrita e demanda sustentada poderá favorecer um novo ciclo de valorização dos alimentos no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.