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27/Jul/2026

Brasil Soberano 3: apoio a setores afetados pelos EUA

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que o programa Brasil Soberano 3 já está preparado para incorporar os setores impactados pela nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A legislação sancionada pelo governo federal permite que a regulamentação do programa inclua ou exclua setores conforme a necessidade, possibilitando o atendimento às atividades afetadas pela nova medida comercial. O comitê gestor criado no âmbito do Brasil Soberano 3 será responsável por definir os critérios de implementação das medidas de apoio aos segmentos atingidos, incluindo as regras relacionadas à preservação do emprego. A definição dessas diretrizes deverá ocorrer na próxima etapa de regulamentação do programa.

O governo brasileiro manterá disponível a possibilidade de utilização dos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, ressaltando que eventual adoção de medidas dependerá da evolução das negociações e da avaliação do cenário comercial. Ao mesmo tempo, o governo continuará priorizando a busca por uma solução negociada para as restrições impostas pelos Estados Unidos. A nova tarifa de 12,5% será aplicada aos produtos desembaraçados nos Estados Unidos a partir de 29 de julho. O governo informou ainda que os contatos formais relacionados à discussão das medidas deverão ocorrer posteriormente, após a conclusão dos levantamentos técnicos necessários para avaliar os impactos das tarifas sobre os diferentes setores econômicos. Como prioridade imediata, o governo pretende prestar apoio aos segmentos atingidos pelas novas barreiras comerciais, com ações voltadas à diversificação de mercados de exportação, orientação para o enfrentamento das questões jurídicas decorrentes das tarifas e suporte às empresas nas relações comerciais com compradores norte-americanos.

Paralelamente, o MDIC informou que está preparando as manifestações que o Brasil apresentará à Organização Mundial do Comércio (OMC), como parte da estratégia de contestação das medidas adotadas pelos Estados Unidos. O governo também pretende manter aberta a possibilidade de negociação bilateral, buscando reverter as tarifas e reduzir seus impactos sobre o comércio entre os dois países. O Brasil integra o grupo de países submetidos à tarifa adicional de 12,5% após a conclusão da investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre a aplicação de medidas relacionadas ao combate ao trabalho forçado. Em conjunto com a sobretaxa de 25% anteriormente anunciada para determinados produtos, parte das exportações brasileiras passa a enfrentar tributação total de 37,5% para acesso ao mercado norte-americano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.