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27/Jul/2026

China: expansão da produção doméstica de alimentos

A China voltou a reforçar a estratégia de como parte dos esforços para ampliar a segurança alimentar e reduzir a dependência das importações de grãos e proteínas animais. O governo chinês indicou que seguirá investindo em produtividade agrícola, melhoramento genético, infraestrutura e produção pecuária para fortalecer a oferta interna. Os resultados do primeiro semestre de 2026, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais informou que o país registrou uma safra recorde de grãos de verão e trabalha para garantir uma boa colheita no ciclo de outono, período responsável por aproximadamente 75% da produção anual de grãos da China e que inclui grande parte das lavouras de milho e soja. A safra de verão resultou em produção de 155,69 milhões de toneladas de grãos, maior volume já registrado para esse ciclo.

As lavouras de outono apresentam desenvolvimento considerado normal, embora as autoridades mantenham atenção sobre os riscos associados a eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e a possibilidade de formação de um El Niño de forte intensidade. No setor de proteínas animais, a produção chinesa de carnes bovina, suína, de aves e ovina alcançou 50,5 milhões de toneladas no primeiro semestre, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025. A produção de pescado somou 35,12 milhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. O governo chinês informou ainda que as medidas de ajuste da oferta de carne suína começaram a apresentar resultados, com redução do plantel de matrizes reprodutoras para 37,8 milhões de cabeças, nível considerado adequado para equilibrar a produção.

Apesar do ajuste, as autoridades reconheceram que a oferta de carne suína permanece elevada diante de uma demanda ainda enfraquecida. Como parte da política de segurança alimentar, a China pretende ampliar a construção de áreas agrícolas de alto padrão, fortalecer programas de aumento de produtividade para grãos e oleaginosas e desenvolver a indústria nacional de sementes. Segundo o governo, mais de 95% das áreas cultivadas no país já utilizam variedades desenvolvidas internamente. Também estão previstos novos investimentos em pesquisa genética, infraestrutura agrícola e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade de culturas estratégicas, como milho, soja e trigo. A estratégia busca elevar a capacidade produtiva doméstica e reduzir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.