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27/Jul/2026

SP: APqC alerta para riscos em áreas de pesquisa

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) alertou que as áreas públicas de pesquisa agropecuária e de conservação ambiental do Estado enfrentam limitações orçamentárias para responder aos impactos das condições climáticas adversas. A insuficiência de recursos compromete ações preventivas e de resposta a eventos extremos, especialmente diante da combinação entre o fenômeno El Niño e a estiagem característica do inverno, fatores que elevam o risco de incêndios. A estrutura estadual compreende 39 áreas de pesquisa agropecuária vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento e outras 47 áreas destinadas à pesquisa e conservação ambiental, anteriormente administradas pelo Instituto Florestal e atualmente vinculadas à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

A redução da estrutura de apoio às atividades de pesquisa agravou a situação operacional das unidades. A extinção dos cargos da carreira de apoio à pesquisa levou pesquisadores a assumir atividades operacionais, como manutenção das áreas experimentais e conservação da infraestrutura, reduzindo a capacidade de execução das pesquisas e de resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. No segmento ambiental, a APqC destacou que o número de brigadistas é considerado insuficiente para proteger as áreas de pesquisa e conservação, cenário que amplia a vulnerabilidade das unidades durante períodos de maior risco de incêndios florestais. O histórico recente evidencia a recorrência dos prejuízos provocados pelo fogo. Em 2008, um incêndio destruiu experimentos com culturas de laranja, tangerina, café, atemoia e manga.

Em 2020, outro episódio atingiu aproximadamente 80 hectares de áreas agrícolas e de reserva ambiental, além de provocar danos a uma estufa de 180 metros quadrados, talhões de eucalipto e outras instalações de pesquisa. Em 2022, um novo incêndio comprometeu parte do sistema de irrigação da unidade, destruindo tubulações e um barracão utilizado nas atividades experimentais. Em 2024, outro incêndio permaneceu ativo durante 36 horas, ampliando os danos às estruturas de pesquisa. Segundo a APqC, o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa e das equipes de apoio é considerado essencial para preservar experimentos científicos, áreas de conservação e a capacidade de geração de conhecimento voltado ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas sobre a agropecuária e os recursos naturais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.