27/Jul/2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o uso de ferramentas de inteligência financeira e do open finance para evitar que consumidores já altamente endividados continuem acessando novas linhas de crédito com potencial de ampliar o comprometimento financeiro. A proposta é estimular modalidades consideradas mais adequadas, com menor custo e maior segurança, e reduzir a oferta de créditos classificados como de maior risco. O sistema financeiro poderia utilizar informações disponíveis para identificar situações em que o consumidor já possui elevado nível de endividamento, como múltiplos cartões de crédito e dívidas em atraso, evitando a concessão de novos limites que possam aprofundar o desequilíbrio financeiro.
Entre as modalidades consideradas positivas está o crédito consignado privado, lançado recentemente pelo governo, por apresentar garantia de pagamento e, em geral, taxas de juros inferiores às de outras linhas voltadas ao consumo. O ministro também defendeu o programa Desenrola, ressaltando que a iniciativa não tem como objetivo beneficiar inadimplentes, mas reconhecer que parte relevante das dívidas acumuladas, especialmente durante a pandemia, apresenta condições difíceis de administração pelas famílias. O cartão de crédito foi apontado como um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento dos consumidores.
A estratégia do governo é utilizar mecanismos de educação e inteligência financeira para orientar a escolha de crédito, estimulando alternativas com menor custo e reduzindo a contratação de modalidades que podem ampliar o endividamento. Em relação às apostas esportivas eletrônicas, as bets, o ministro destacou que o governo trabalha em medidas para reduzir o uso excessivo desse tipo de serviço, considerado um dos fatores associados ao aumento do endividamento das famílias. A avaliação é que uma proibição completa enfrenta dificuldades devido à relevância econômica do setor, especialmente em publicidade em veículos de comunicação. Como alternativa, o governo avalia ações de desestímulo semelhantes às adotadas em outros setores de consumo, com maior transparência sobre riscos e elevação da tributação como forma de reduzir a expansão das apostas esportivas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.