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27/Jul/2026

Irã reage à possibilidade de apreensão de ativos

O governo do Irã advertiu que uma eventual apreensão de ativos iranianos para pagamento de futuras indenizações poderá provocar consequências que não serão pacíficas nem contribuirão para a estabilidade internacional. O posicionamento foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano após declarações do governo dos Estados Unidos sobre a possibilidade de utilização de recursos iranianos congelados. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a utilização de bens pertencentes a um Estado para atender reivindicações futuras e sem relação direta com os ativos confiscados estabelece um precedente considerado perigoso para as relações internacionais. Na avaliação do governo iraniano, esse tipo de medida amplia os riscos de instabilidade e pode comprometer a segurança jurídica dos ativos soberanos mantidos no exterior.

O posicionamento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defender a utilização de recursos iranianos congelados para compensar prejuízos relacionados à navegação marítima. Embora não tenha citado diretamente os Estados Unidos, o governo iraniano alertou que países ou instituições que acolham ou se beneficiem de ativos confiscados também poderão enfrentar consequências decorrentes desse precedente. Na avaliação do Ministério das Relações Exteriores do Irã, a normalização da apreensão de bens pertencentes a outros Estados reduz a proteção jurídica dos ativos soberanos e amplia a insegurança nas relações econômicas e diplomáticas internacionais. Pouco após a manifestação diplomática, as Forças Armadas iranianas informaram que realizaram ataques contra instalações militares dos Estados Unidos localizadas na Base de Al-Azraq, na Jordânia, e na Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein. Segundo o comunicado, sirenes de alerta foram acionadas nas instalações militares durante os episódios.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou, na quinta-feira (23/07), ter concluído a 13ª noite de ataques contra o Irã. A ofensiva teve como alvos centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação, locais de vigilância costeira e unidades marítimas. "A via navegável internacional permanece aberta ao trânsito, apesar dos recentes ataques do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Embarcações comerciais continuam a navegar livremente pelo Estreito com o apoio militar dos Estados Unidos", informou o Centcom. Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o controle do Estreito de Ormuz será regulamentado entre o Irã e Omã e que haverá serviços que, "naturalmente, nunca serão gratuitos e que serão cobrados". O Irã continuará respondendo aos ataques norte-americanos: "Quando os Estados Unidos nos atacam, nós respondemos. Também tomamos certas precauções na forma como respondemos, para que isso nos traga o maior benefício e o menor prejuízo". Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.