24/Jul/2026
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (23/07) em alta frente ao Real, interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de desvalorização. O movimento foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais diante da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, elevando a procura global por ativos considerados mais seguros. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,08, com alta de 0,63%. Apesar do avanço no dia, o dólar ainda acumula desvalorização de 7,37% frente ao Real em 2026. O ambiente internacional permaneceu pressionado após os Estados Unidos realizarem uma nova rodada de ataques militares contra o Irã, a 12ª operação consecutiva no atual conflito.
Em resposta, autoridades iranianas informaram que um petroleiro ‘incendiou-se’ após explosão ao tentar atravessar uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, enquanto outras embarcações interromperam a travessia. O Irã também declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás natural. O cenário foi agravado pelos ataques promovidos pelos houthis, aliados do Irã no Iêmen, contra petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Em resposta, o governo dos Estados Unidos sinalizou a possibilidade de intensificar sua atuação militar na região, ampliando as preocupações com a segurança das principais rotas marítimas de transporte de energia.
A escalada das tensões levou o petróleo Brent a superar novamente o patamar de US$ 100,00 por barril, reforçando as expectativas de pressões inflacionárias globais e contribuindo para a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries). O fortalecimento do dólar ocorreu de forma disseminada frente às principais moedas internacionais, incluindo euro e libra esterlina. No caso do euro, o movimento também refletiu a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalteradas suas taxas de juros. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,31%, aos 101,420 pontos.
A moeda norte-americana também registrou valorização frente a diversas divisas de mercados emergentes, entre elas o rand sul-africano, o peso chileno, o peso mexicano e o Real. Embora a valorização do petróleo costume favorecer a moeda brasileira em razão da posição do Brasil como exportador da commodity, neste pregão predominou o movimento global de busca por segurança. Ao longo da sessão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,06 e a máxima de R$ 5,09. O Banco Central deu continuidade à rolagem dos contratos vincendos de swap cambial, realizando a venda de 50 mil contratos com vencimento em 3 de agosto, operação que não provocou impacto relevante sobre a formação da taxa de câmbio. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.