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24/Jul/2026

Brasil busca evitar escalada comercial com os EUA

O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o governo federal mantém a possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, mas ressaltou que a prioridade da estratégia brasileira é a busca de uma solução negociada, evitando uma escalada para uma guerra comercial entre os dois países. Segundo Alckmin, a Lei da Reciprocidade permanece como instrumento disponível, embora o objetivo do governo seja restabelecer o diálogo bilateral e solucionar o impasse comercial por meio de negociações. A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos foi justificada pelo governo norte-americano com base em alegações relacionadas a práticas comerciais envolvendo temas como Pix, etanol e desmatamento.

De acordo com estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida deverá atingir aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os valores exportados em 2024. A medida apresenta desequilíbrio nas condições de comércio bilateral ao destacar que a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações provenientes dos Estados Unidos é de 3,1%. Também observou que sete dos dez principais produtos exportados pelos Estados Unidos para o mercado brasileiro são isentos de tarifa de importação. Como parte da resposta às medidas comerciais norte-americanas e aos impactos da Guerra do Golfo, o governo federal confirmou a disponibilização de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros reduzidos destinadas às empresas afetadas, incluindo segmentos considerados estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos.

Paralelamente, a estratégia oficial prevê a ampliação da busca por novos mercados para os produtos brasileiros, sem interromper as negociações comerciais com os Estados Unidos. Na avaliação do governo, a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos permanece relevante para ambas as economias, sendo esperado que as negociações avancem em direção a uma maior integração produtiva e à superação das divergências comerciais atuais. Alckmin também criticou iniciativas de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao debate sobre as tarifas norte-americanas. Segundo o vice-presidente, informações consideradas incorretas apresentadas a autoridades dos Estados Unidos podem prejudicar a economia brasileira, as empresas nacionais e a geração de empregos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.