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24/Jul/2026

Suzano reforça estratégia logística em meio à guerra

A Suzano informou que mantém o abastecimento de clientes no Oriente Médio, mesmo diante dos conflitos na região, reforçando sua estratégia de assegurar a continuidade do fornecimento em mercados internacionais. A companhia exporta aproximadamente 80% de sua produção de celulose e considera a confiabilidade logística um dos principais fatores para preservar o relacionamento de longo prazo com seus clientes. A empresa atende mais de 100 países e estima que cerca de 2 bilhões de pessoas utilizem diariamente produtos fabricados a partir de sua celulose. Segundo a companhia, a relevância do Brasil no mercado global contribuiu para que a celulose fosse incluída entre os produtos isentos da tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos após a investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Diante do cenário geopolítico internacional, a Suzano informou que adota uma postura seletiva na realização de investimentos e mantém monitoramento contínuo dos principais fatores de risco. Entre as variáveis acompanhadas com maior atenção estão a taxa de câmbio e os preços internacionais do petróleo. A estratégia operacional permanece concentrada na gestão eficiente dos custos de produção, considerada um dos principais diferenciais competitivos da companhia. A empresa destacou que o mercado internacional de celulose apresenta elevada volatilidade e que períodos de queda nas cotações normalmente resultam em paralisações de produção por fabricantes com estruturas de custos mais elevadas. Nesse contexto, a Suzano considera sua competitividade sustentada pelo baixo custo operacional, estimado em aproximadamente US$ 150,00 por tonelada produzida, mantendo investimentos contínuos em ganhos de eficiência.

Na agenda de sustentabilidade, a companhia informou que mantém seus compromissos ambientais e sociais, independentemente das mudanças observadas nas estratégias de comunicação corporativa sobre o tema. Segundo a empresa, os efeitos das mudanças climáticas já impactam diretamente as operações florestais. Nas áreas de plantio da Suzano, o volume de chuvas no último período ficou cerca de 180 milímetros abaixo do padrão histórico. Para mitigar esses efeitos, a companhia intensifica investimentos em biotecnologia voltados ao desenvolvimento de variedades de árvores mais resistentes ao estresse hídrico, estratégia que também tem contribuído para ganhos de produtividade nas florestas plantadas. A Suzano informou ainda que aproximadamente metade de sua dívida está vinculada a indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG).

Uma das emissões realizadas em 2020, no valor de US$ 1,25 bilhão, possuía metas relacionadas às emissões de gases de efeito estufa das operações (Escopo 1) e ao consumo de energia elétrica (Escopo 2). Como uma das metas não foi alcançada, foi acionado o mecanismo contratual de elevação da taxa de juros. A companhia destacou, contudo, que atualmente gera 100% da energia elétrica consumida em suas operações e que sua capacidade de absorção de carbono supera as emissões operacionais. A empresa também informou que não possui metas específicas para novas captações vinculadas a critérios ESG, mantendo avaliação permanente das alternativas de financiamento disponíveis. Entre as iniciativas recentes, destacou a emissão de Panda Bonds, tornando-se a primeira empresa brasileira a captar recursos no mercado financeiro da China. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.